sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ter mãe, ser mãe...






Como já disse o poeta, “só as mães são felizes” e eu faço coro com aqueles que são apaixonados pelos filhos e por suas mães.
Como filha este será o segundo “dia das mães” de órfã. Lembro do último que passamos juntas. Almoçamos aqui, eu fiz um pavê de bis branco que ela simplesmente adorou. Dei um casaco de lã, meu pai um secador de cabelo que fomos juntos comprar no hipercondor.
Além de nós, estavam conosco minha tia Lenira e meu primo Jayson.
Minha mãe vivia uma fase muito feliz ao lado da irmã que tinha chego há alguns meses pra morar com eles. Minha tia tornava a vida de ambos mais alegre, mais leve. Uma pena que não tiveram quase tempo de compartilharem a vida.
Confesso que ainda não me acostumei com a ausência de ambos. Ás vezes, fecho os olhos quando sinto algum cheiro ou quando alguma nova lembrança me vem... aprendo diariamente a conviver com a saudade e a selecionar apenas os momentos de felicidade, pois é isso que sobra: o amor, o exemplo de vida, os conselhos.
Minha mãe era minha “puxa-saco” oficial. Os dois eram. Só que é dia das mães e vou falar dela.
Não era mimada, pelo contrário, minha mãe sempre me dava banhos de realidade quando eu me alugava um pouco. Ela sabia quando elogiar e quando criticar.
Sinto falta do seu carinho, das suas ligações diárias pra saber como estávamos, das vezes que ela aparecia com alguma coisa que ela comprou no supermercado pra nós.
Sinto falta do seu frango ao molho, dos seus bolinhos de carne... do seu cheirinho.
Era tão gostoso chegar perto dela que parava pra me olhar direito e sempre me elogiava dos pés à cabeça. Eu tinha o cabelo mais lindo do mundo, a pele, o rosto. Minha roupas então eram de um bom gosto que a deixava maravilhada.
As Lopes sempre foram exageradas...
A mãe era do tipo com quem se podia contar em todos os momentos.
Não esquecia dos filhos, mas esquecia-se de si sempre.
Lembro que guardava dinheiro pra Jéssica poder ir pra SP participar dos festivais de dança, pra comprar alguma roupinha.
Não lembro dela guardando dinheiro pra comprar alguma coisa que desejasse.

O que aquece e acalma meu coração nestas datas é saber que viva ela estará pra sempre dentro do meu coração, mas acima de tudo, posso dizer que minha mãe me deu a base pra formação da minha filha.
Sem eles jamais teria evoluído.
A saudade nunca irá deixar meu coração, mas sinto-me o ser humano mais privilegiado do mundo porque tive uma MÃE DE VERDADE.
A vida perdeu um pouco o brilho depois que minha guerreira baixinha se foi. Encerrou-se um ciclo.

Só que tenho motivos pra acreditar que o futuro me reserva momentos divinos.


Ser mãe...

É padecer no paraíso sim. Nada melhor em nossas vidas que os filhos.
Eu engravidei com a idade que minha filha tem hoje. Olhando pra ela e pra mim naquela época parece que comparo uma mulher a uma menina de 12 anos.
No caso, a menina sou eu.
Eu era tão insegura, imatura, complexada (era muito magra) e super porra-louca.
Desde o início assumi minha filha, não deixei sua criação pros meus pais. Cometi falhas, coisas que não faria hoje com quase 40, mas com 20, 21... até era aceitável.
Não sei se sou ou fui boa mãe. Isso só os filhos podem dizer.
Tenho muitos defeitos, não sou exemplo pra ninguém, só se for pra fazer o contrário, coisa que graças à Deus ela entendeu bem... rsrsrs.
Admiro minha filha. Não só porque é uma das pessoas mais belas e perfeitas que existem na face da Terra.
A sua essência é que me enche de orgulho.
Tem defeitos, mas quem não tem?
Seu caráter, sua postura, sua responsabilidade, sua índole são características que fazem com que eu sinta que valeu à pena sim.
Valeu à pena deixar de lado a adolescência sossegada, valeu à pena cada noite em claro, cada cédula dada para satisfazer um desejo seu.
Cada estria desta que carrego no corpo não são nada perto da alegria de conviver ao seu lado.
Estes dias me disse que o dinheiro que meu pai lhe deixou servirá pra comprar uma casa pra um dia se mudar. Foi um choque, mas depois me recuperei e conclui que ainda demoraria e que isso faz parte: os filhos crescem e seguem o caminho da vida.
Não sei se no dia-a-dia consigo demonstrar todo meu afeto, mas posso dizer que nossa relação é transparente como água.
Não temos segredos.
Não discutimos, apenas nos damos umas “patadinhas de leve”, pois neste ponto somos bem “osso duro”.
Adoro ser mãe. Acho surpreendente vivenciar os anos passando, presenciar este amadurecimento.
Acho ótimo ter a casa sempre com seus amigos, ouvir as risadas, as piadinhas.
Acabo relembrando minha época.

Tenho muito orgulho da filha que tenho.
Posso dizer que é meu alicerce, meu braço-direito.
Sinto por meus pais não estarem aqui para verem este seu desenvolvimento.
Sei que ambos são como anjos nos protegendo.

Muito bom ser mãe quando não temos mais nossa mãe pra contar, sabiam?
Tenho muita sorte, pois a Jéssica é uma das melhores pessoas que Deus colocou na Terra e eu tive a honra de emprestar meu útero pra que ela fosse gerada.

Obrigada filha, hoje você é a melhor amiga que tenho.
E é aquela pessoa definitiva em minha vida.

Te amo com todo o meu coração.

“A gente somos mãe e filha”... e não “namoradas” como você dizia no meu colo com cerca de dois aninhos... enquanto beijava meu rosto e alisava meu cabelo.

Que tempo bom! Ô saudades...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O coração começa a se apertar...





Saudades de dizer MÃE.
De chamar MÃE.
De beijar a minha MÃE.
Parece que foi ontem que nos reunimos pra comemorar mais um Dia das Mães.

MÃES deveriam ser eternas.
Poderiam até partir, mas tinham que continuar falando com seus filhos sempre.

Eu sou MÃE, mas confesso que o vazio deixado não me anima muito nesta data.

MÃE é tudo, põe no colo, mima, incentiva.

Saudades dela. Muita mesmo.

Se um dia eu for 1% pra minha filha o que ela foi pra mim já fico feliz.