sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Dinheiro não se leva para o céu"




Vivemos num mundo tão materialista, o objetivo de todos é conseguir este pedaço de papel para obtermos os alimentos, os bens de consumo de modo geral.
Dinheiro quando falta é um problema, mas em excesso também é (esta frase ouvi hoje de um grande artista que poderia ter muito deste papelzinho só com a venda de suas magníficas obras, mas por desapego não troca sua arte por dinheiro algum).

Difícil é viver sem ser tão apegado a ele.
Porque tudo tem seu preço, inclusive alguns seres humanos (os quais sempre me recusei a comprar).
Nunca reclamei de não ter dinheiro, até porque nunca fiquei sem.
O fato de eu não passar fome já faz com que eu me sinta privilegiada.

A pior coisa do mundo deve ser estar privado de comida, ver seus filhos chorando de fome.

Talvez por isso eu esteja sempre reaproveitando a comida para que não vá pro lixo.
Talvez por isso seja tão difícil negar um pão a quem bate a nossa porta, mesmo sabendo que ali está um pobre viciado ou um sordido ladrão.
Talvez por ser assim que Deus nunca me deixou faltar nada.

Meus pais durante um certo tempo, acho que a maior parte de minha vida, tiveram dinheiro suficiente para termos uma vida tranqüila.
Se quisessem mesmo, poderiam ter tido muito mais.
Só que eles não tinham este apego todo.
Dinheiro pra eles servia pra dar uma boa educação aos filhos, um pouco de conforto material (não luxo) e principalmente pra ajudar aos que mais necessitavam, fossem da família ou não.

Eles não tinham esta preocupação de acumular. Minha mãe não era consumista, não comprava quase nada pra ela, meu pai era um pouquinho mais, mas havia uma razão pra isso, ele trabalhava fora, participava de reuniões com governadores, prefeitos, pessoas da sociedade, então precisava estar bem vestido.
Minha mãe deixava de comprar as coisas pra ela para dar à nós.
Ela não fazia questão de ter sua caixinha cheia de ouro, mas muitas vezes comprou fogões, geladeiras, comida para uma irmã ou uma amiga que precisava.

Se as pessoas tivessem memória... mas todos se esquecem quando a vida melhora.

Não preciso de ninguém me ajudando, somos uma família unida e conseguimos nos virar.
Só que não consigo ignorar este fato.
Meus pais sempre ajudaram todo mundo e este "todo mundo" nunca me estendeu a mão pra saber se falta algo... ainda bem que não falta.

As pessoas são apegadas demais ao dinheiro.
Eu me sinto livre porque sei que não vale à pena.
Claro, queria ter um pouco mais para poder viajar, para pagar um plano de saúde pra minha família, trocar meu carro por um mais novo... mas sei que em algum momento as coisas engrenam e isso acontecerá.

Mesmo tendo pouco, ainda me preocupo em ajudar, ainda me policio para não ser mesquinha.
Porque com a morte dos meus pais ficou bem claro que o que levamos desta vida é apenas a vida que levamos.
Eles foram bons, solidários e humildes. Deixaram saudades, boas lembranças e carinho.

Vejo nos noticiários políticos que escondem dinheiro na meia, na cueca, gente falsificando remédios (pode haver crime maior?) e tudo para que?
Para ter dinheiro, para consumir.
Vale à pena?
Eu tenho um jornal aqui da década de 80 aonde questionavam meu pai se ele não iria sair candidato a prefeito. Ele negou. Só que havia um clamor público.
Só que ele sabia do alto de sua sabedoria que não valia à pena, pois a política sempre foi um jogo sujo e meu pai foi sempre íntegro, transparente, bom.

Como alguém de alma pura poderia se enfiar no meio da cova dos leões?

Acredito que 95% dos políticos que aí estão só querem os lucros e as benesses que um cargo público oferece.
O povo? Que se lasque...

O pai usou sua cabeça e sua inteligência através dos microfones das rádios pelas quais passou para ajudar o povo.
Poucos sabem, mas quando inventaram a tal "Águas de Paranaguá" e decidiram cobrar a água pela quantidade de quartos (????) dos imóveis, ele fez uma campanha tão feroz e foi tão incisivo em suas cobranças aos vereadores que simplesmente conseguiu fazê-los voltar atrás.
Isso lhe rendeu alguns novos inimigos, mas tudo bem.
Ele fez a coisa certa.

Aprendi em casa que a honra e a dignidade não se vendem, não se compram.
Hoje eu bato um pouco a cabeça porque diferente de outras pessoas não consigo fazer de tudo pra conseguir este pedaço de papel.
Dinheiro não traz felicidade.

Recentemente estive na casa de amigos, um com dinheiro em excesso, outro com dinheiro faltando.
Na casa luxuosa o clima era de guerra, as pessoas bebendo em demasia, discutindo, quebrando coisas... havia amor sim, mas não harmonia. Talvez se não tivessem dinheiro pra comprar tanta bebida...
Daí você pensa, com aquela vida de riquezas, com dinheiro pra fazer o que quisessem, não conseguiam comprar a paz... porque não tem preço.
Na outra casa, simples, humilde, com alguns membros com problemas de saúde, a atmosfera era de paz, harmonia. No som rolava um Caetano Velosos, um Zeca Baleiro... as pessoas sorriam, se amparavam...

Há riqueza maior que esta?
Há dinheiro que compre isto?

Eu não entendo as pessoas que acumulam tanto e não ajudam ao próximo. Somos todos irmãos, ninguém levará nada quando desencarnar.
Se eu tivesse um pouco mais de dinheiro jamais deixaria de ajudar alguém que me pedisse.

A maior riqueza que um homem pode ter é sua saúde.
A maior herança que pode deixar é sua dignidade.
Seu maior tesouro é o amor que plantou.

Liberte-se, seja feliz, respire o ar, olhe pro céu, sinta o sol no seu rosto, abrace as pessoas que ama... sorria pra um desconhecido, deixe um idoso sentar no seu banco dentro de um ônibus ou ceda seu lugar numa fila.
Respeite o próximo.
Partilhe o pão.

O dinheiro é só uma ferramenta para vivermos neste mundo capitalista.
Não há necessidade de perder o sono por ele.

Lembre-se: sua riqueza está na saúde.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

2010 enfim começa...

Dizem que o ano só começa depois do carnaval. Talvez para quem estude, para quem estava de férias, para mim o que muda é apenas o calendário.
Tenho andado meio distante do blog, sei lá, eu não consigo manter uma constância nas coisas que faço, é um defeito.
Tem dias que penso textos enormes, assuntos interessantes, mas aí acho que vou parecer um pouco chata quando só reclamo. Melhor, acredito que meu blog não seja apenas pra eu canalizar minhas frustrações através de palavras.
Então faço como na vida real, se nada de bom tenho pra dizer melhor calar-me.

A expectativa para este ano é a melhor possível, em todos os sentidos.
Quero evoluir mais um pouco como ser humano. Quero "ser um mano" para as pessoas que eu considere.

Recentemente fui convidada a fazer um teste para traçar meu perfil psicológico e psquiátrico, foi muito bom porque conclui que realmente me conheço bastante, pois nada me surpreendeu.
Realmente tenho uma série de distúrbios, fobias, transtornos.
Nada que necessite de uma cadeira de força ou de um comprimido de Valium, Prozac...
Pra dizer bem a verdade, duvido que alguém passe por este teste (que demora cerca de 3 horas) e não descubra algo em sua personalidade.
A diferença é que alguns conseguem se enxergar, enquanto outros só reconhecem os problemas alheios.
Vai lá, eu te desafio a fazer: www.temperamento.com.br, você faz um cadastro básico, não precisa dar seu nome, só um e-mail, vai receber uma senha e aprender a lidar melhor com vc a partir daí.
Não precisa responder o teste de uma só vez...

Neste ano que se inicia eu quero controlar cada vez melhor minha personalidade para viver bem.

Mesmo sabendo que nossa essência não muda, mas podemos nos moldar.