quarta-feira, 31 de março de 2010

Os meus defeitos...

Fácil apontarmos o dedo e dizer quais são os defeitos alheios.
Complicado é admitirmos que não somos perfeitos, que temos pontos fracos, vulneráveis.
Não sei dos outros, mas digo que eu me conheço profundamente, sei aonde preciso melhorar, percebo quando erro.

Um dos defeitos mais graves do meu perfil é não ter paciência. O outro é não ser tolerante.
Eu sou assim, quando gosto de alguém sou fiel e leal pra sempre, ou até que a pessoa me prove o contrário.
Tenho um sentindo muito apurado, dificilmente me decepciono, mas acontece.

Recentemente Deus colocou em minha vida mais uma "amiga", alguém que se dizia carente, sincera e blá, blá, blá... a princípio minha intuição dizia que havia algo errado, mas também me engano e prefiro pecar por tentar do que apenas ignorar.

Fui aos poucos me decpcionando, descobrindo mentiras, notando contradições, percebendo a fragilidade de sua personalidade invejosa.

Não quero falar dela. Não vale à pena. Basta dizer que ontem Deus colocou dentro da minha casa uma pessoa que me esclareceu todas as dúvidas, descobri que tudo o que eu acreditava ser mentira, as histórias mal contadas, a exagerada busca por ostentação, nada mais era do que um esforço pra esconder tantos momentos sofridos de uma vida cheia de altos e baixos, com atitudes nem sempre invejáveis.
Era o que eu pensava, ninguém é tão deslumbrado à toa. Nem precisa se embasar em mentiras criadas em cima da vida de outras pessoas pra ser notada.

Foi o suficiente pra entender que Deus queria dizer apenas que não perdi nada.
Porque fico triste ainda.

Quando conheço alguém me doo, sou capaz de tirar comida da minha mesa pra matar a vontade de um amigo.

O problema é que não tolero falsidade e não gosto de saber que falam mal de mim pelas costas... me deixa irada, quando na real eu deveria ignorar. Porque pessoas assim são dignas de compaixão.

Só que eu me estresso, fico irritada, dou patada, falo a verdade na cara. Ou quase, porque se acho que não vale à pena não me dou o trabalho. Mando meu recado via-status de Orkut.

Não queria ser assim,sério. Queria saber ignorar, dar risada.
Só que não consigo tirar da minha essência o "bateu, levou".
Sei que não sou dona da verdade, mas não sou rainha da mentira.
Nada pior pra mim do que descobrir uma mentira.

Como numa relação de amizade alguém começa mentindo? Fico indignada quando me deixo levar por elas...

Ainda bem que extravaso e esqueço.

Sou muito mais eu, com defeitos sim, mas totalmente autêntica e sincera.

Goste ou não, sou assim.

domingo, 28 de março de 2010

Marcelo Dourado, o vencedor do Big Brother Brasil 10?



Resolvi escrever antes porque se de repente o meu preferido não ganhar, ficarei com raiva e vai perder a graça.
Todo ano é assim, começa o BBB e a maioria das pessoas acompanha.
Uns mais que outros, cada um com sua opinião.
Vejo também uma legião de anti-bbb, que consideram todos nós como seres acéfalos, que gostam de cuidar a vida alheia, sem ter o que fazer.

Grande estupidez.

Eu penso que todo mundo que gosta de ver gente, de pensar sobre gente, de entender gente, acaba acompanhando o desenrolar na casa ao longo dos dias.
Antes eu achava que se tivesse opção poderia assistir outro programa, mas agora temos e mesmo assim ainda continuamos assistindo.
É um jogo para se ganhar um milhão e meio de reais, fora todos os prêmios que vão aparecendo.


Penso em como deve ser complicado você estar confinado com pessoas que nunca viu. Para mim que sou meio anti-social seria um desafio e tanto.
A produção procura escolher a dedo os participantes, acabaram com o sorteio porque entrava alguém extremamente humilde e mesmo que ficasse na casa sem abrir a boca, sem fazer nada de interessante, o público o elegia como vencedor.
Porque a gente sempre torce pro mais pobrezinho.
Pararam com isso pra que não desgastasse o formato.

Esta área de estudos, a Sociologia, é sempre interessante e engana-se quem pensa que um programa como este seja apenas uma grande manipulação.
Ali podemos nos reconhecer, nas atitudes transloucadas de alguns participantes podemos perceber o quanto também podemos extrapolar no nosso dia-a-dia, como podemos nos enganar em relação ao outro.
Quantas vezes interpretamos errado a atitude alheia?

Com a ajuda das câmeras percebemos como opiniões podem mudar ou que muitas vezes a primeira impressão é a que fica.
Notamos que não somos só nós que implicamos com os outros, seja por este ou por aquele motivo.
Vejo agora final a chegando e o meu preferido está entre os 3: MARCELO DOURADO.
Foi considerado um dos mais polêmicos, talvez por ignorância no assunto, saiu com a pérola de que heterossexuais não transmitem o vírus da Aids.
Dizem que a Globo está respondendo judicialmente por isso, ele poderá ter que se explicar, dizem, confesso que não vi, só lembro do Bial fazendo alguma correção, então me parece que houve mesmo.
Aí o povo que acha ele preconceituoso, homofóbico, leva isso como prova.
Porque pra algumas pessoas todo aquele que não gosta de beijar homossexuais ou que admite não ter amigos assim são, necessariamente, homofóbicos.
A realidade do cara é de academias, lutas, jiu-jithsu, alguém já viu um gay treinando algum destes esportes?
Só lembro de alguns fazendo musculação.

Francamente, ainda hoje quando conto que tive câncer, há pessoas que me perguntarem se o tumor que tive foi maligno ou não. E não são pessoas BURRAS, sem estudo ou coisa do gênero. Talvez antes eu também perguntasse isso por falta de informação.
Do mesmo jeito que nunca tive interesse até então em sentar e me informar sobre todos estes aspectos da doença, porque que o cara tem que saber que Aids também é transmitida por heteros?
Sim, a gente tem que se informar pra não falar besteira, mas as pessoas erram, o absurdo só é que ele deu uma mancada transmitida pra milhões de pessoas que o acompanhavam.

Ele não é perfeito.

Só que dentro da casa não há ninguém mais autêntico, mais verdadeiro.
Pode estar aprendendo a segurar seus dragões, mas não é falso, dissimulado. Peca por ser tão sincero.

O que mais ouço entre amigos e familiares é justamente o contrário, que ele é porco, grosso, estúpido, que manda todo mundo calar a boca, que se acha e até o mais absurdo: QUE A GLOBO ESTÁ MANIPULANDO PRA ELE GANHAR!

Isso é ignorar que há muitas comunidades no Orkut a seu favor, uma com mais de 155 mil membros ( Máfia Dourada).
A propósito, o Boninho detesta o Dourado. Sempre deixa claro no seu Twitter. A penúltima prova do líder foi descaradamente para prejudicá-lo ou vocês não sabem que ele tem hérnia de disco?
Depois que saiu ele socou a terra com tanta raiva que assustou os mais conservadores. É o jeito dele, uns choram, outros esbravejam... por que uma atitude tão intensa pode assustar tanto?
Não foi a cara de ninguém, quem o associa a violência comete um terrível engano, porque o cara luta não pode extrapolar? Não achei nada que se referi-se a ele brigando ou promovendo a violência gratuita.

Vi o Dicesar, drag queen e homossexual, se referindo a ele de maneira pejorativa muitas e muitas vezes, deixando escorrer pelo canto da boca um certo veneno, um rancor, uma raiva toda vez que se referia a ele como "infeliz", "judas" e outras coisinhas.
Da mesma forma que vi o Dourado explicando pro seu grupo como enxergava o Dicesar, como alguém sofrido, que vive num mundo aonde é necessário agradar a todos.

Vejo no Dourado alguém sofrido, marcado por acontecimentos difíceis. Tatuar "Sem Fé" é exteriozar toda sua decepção com a vida, não deve ter nada haver com a fé em Deus como muitos traduzem.


Eu comecei a gostar deste participante porque foi rejeitado por todos da casa, isso me deixou sensibilizada.
Ver o cara isolado apenas porque teve a sorte de poder entrar de volta foi muito injusto.
Não foi ele que pediu, e vamos deixar de hipocrisia, se estes que hoje estão forem convidados a retornar daqui alguns anos vão recusar?
Então a justificativa deles pra isolá-lo já não me convenceu.
Como auto-defesa ele deixou ver seu lado mais arrogante, passou a ser desagradável mesmo, só pra incomodar.
TODOS VOTAVAM NELE MESMO, e daí?

Diferente dos outros não se deslumbrou com a fama, porque a teve de forma negativa da primeira vez, como disse em um de seus acessos de sinceridade, teve que provar que era bom em algo que já era consagrado, mas poucos sabiam (campeão de jiu-jithsu), apenas porque havia ser tornado o "Dourado do BBB".

Aí uma minoria dos brothers foi se aliando a ele, por não achar legal vê-lo tão sozinho. Aos poucos ele foi se entregando a amizade que alguns ofereciam, chorou tapando o rosto com as mãos pra que não o considerassem fraco...mas não deixou de fazer comentários polêmicos, como dizer pra um gay que mesmo "veado" o cara tem que ser homem pra assumir o que diz.
Desentendeu-se com outra participante que também disse que não votaria dele e acabou votando por falta de "opção", o que não concordei. Com ela, claro.

Ele dá valor a palavra dada, a palavra empenhada. Também fala bem, é inteligente.
Não existem duas verdades, ou é isso ou não é.
Gosto dele por isso. Acho que seu eu fosse homem seria como ele.
Verdadeiro, intenso, raivoso, fiel.
Franco.
Eu me identifico.


O Dourado pode ter muitos defeitos, mas é um bom filho, um bom neto. Conheço tanta gente que fala mal do cara e não consegue ter metade das suas qualidades.
Dourado pra mim é um brasileiro sério, um campeão dos tatames, um mestre pra muitos. Eu soube que ano passado tentou dar uma virada na vida, largou as aulas, vendeu seu carro, sua moto e foi tentar a vida na Nova Zelândia. Estava trabalhando numa firma que exportava frutas e verduras, empacotando os produtos.

Morava numa favela no RJ, mas pelo menos com o dinheiro que ganhou há 6 anos quando tinha participado do BBB4 comprou uma casa pra família, a qual carinhosamente chama de "família mafiosa".
Quantos não se deslumbrariam e esqueceriam seus pais?
Tenho casos perto de mim de gente que venceu na vida e não compra uma cesta básica pra família.

Vi as pessoas distorcerem sua atitudes tanto dentro da casa como aqui fora. Só que a grande maioria que presta atenção pode perceber que o cara nunca falou mal pelas costas, nunca se contradisse. Tudo o que pensava de ruim dos participantes dizia na cara.
Pode ser que consiga enxergar o jogo diferente, mas o BBB tá aí pra todos nós assistirmos, ninguém entra na casa sem saber absolutamente nada.

Aliás, esta edição foi engraçada. Haviam dois grupos, um que estava sempre se divertindo nas festas, brincando. Outro que apenas pensava no jogo e perdia horas falando mal e criticando os outros particpantes.
Não faziam nada além disso.
Um a um foram sendo eliminados.


Hoje na casa está o Cadu, carioca estilo "gente boa"; a Lia, uma dançarina que faz o tipo "falo na cara mesmo" (me identifiquei com ela apesar de achá-la uma mala); a Fernanda, a "burguesinha legalzinha" e talvez, o grande campeão: MARCELO DOURADO.

Tomara que ele ganhe, porque ninguém pode ser condenado por ser verdadeiro, mesmo que não agrade a todos...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Isabela Nardoni



Finalmente, após dois anos, poderemos talvez, conhecer hoje o veredicto sobre um dos casos mais chocantes deste país.
Uma menina, com apenas 5 anos, foi passar mais um fim de semana com o pai, a madrasta e os irmãos caçulas, mas ao invés de retornar pra casa da mãe no domingo, encontra a morte.

A pergunta que acredito jamais ser respondida é: POR QUE?

O que houve com este casal aparentemente normal para que praticassem este ato?
Ah, desculpe, não tenho dúvidas que foram eles. Acredito nas provas da promotoria, no que minha intuição diz, no que o olhar frio deles demonstra.

Assusta-me pensar que a maldade humana pode vir de quem deveria protegê-la. Depois do menino João Hélio, arrastado por bandidos por vários quilômetros preso ao cinto de segurança, este foi o caso que mais me abalou.

AMO CRIANÇAS... elas são puras, são anjos. Queria tanto que os adultos as respeitassem, mas infelizmente nem todos pensam assim.

Neste caso, o agravante é que o pai participou, os avós paternos parecem compactuar. A menina sofreu muito, foi agredida, jogada como um saco de lixo no chão, arremessada pela janela como uma bolinha de papel.

Não daria tempo para uma terceira pessoa estar na cena do crime, foi provado pelo promotor.
Segundo testemunhas, assim que desceu, Alexandre Nardoni não se preocupou em chegar perto da filha caída no jardim para ver se ela ainda estava viva, não esboçou tristeza, nem desespero, não chorou.
Que pai se preocuparia apenas em afirmar que havia uma terceira pessoa num momento destes?

Dizem, "o peixe morre pela boca", está aí um exemplo.

Do outro lado, penso na pobre mãe, nos avós maternos. Que culpa não devem sentir, afinal, pensando em fazer o bem, entregaram a menina para seus algozes. Claro, jamais alguém pode prever tamanha brutalidade.
Não tem culpa de nada, mas creio que nestas horas tudo passa pela cabeça.
Deve ser difícil pra ela tomar conhecimento dos detalhes do crime, lembrar do corpinho da filha com arranhões, machucados, imaginar seu sofrimento, sua dor... se nós nos comovemos, imagine quem a conhecia?

Isabela, uma princesa, como tantas outras menininhas de sua idade.
Meiga, doce... a alegria da casa...
Teve sua vida interrompida brutalmente e o que fez pra causar uma reação tão violenta?
Não dá pra imaginar nada que justifique.
Tantos sonhos, tantos momentos doces entre mãe e filha, tantas esperanças perdidas...

Lembro, como algumas pessoas chegaram a questionar a atitude da mãe que num primeiro momento dava entrevistas sem chorar e por vezes até esboçava um sorriso de agradecimento por tantas pessoas sensibilizadas com o caso.

Alguns levantaram a estúpida possibilidade dela ter algo haver com o crime.

Eu sabia, de alguma forma, que a pobre mãe estava em choque. Tudo era surreal, a morte de sua princesa, os holofotes virados pra ela, a desconfiança da participação do pai.
Pobrezinha da Ana Carolina, demorou pra sua ficha cair.
Parece que Deus cria uma proteção em volta da gente quando imagina que o sofrimento é imensurável.

Muitas vezes conversei com meu pai sobre este crime, que certamente foi o último que mais o chocou enquanto esteve aqui. Puro e boníssimo, nunca compreendeu como eles puderam fazer isso.
Engraçado, nestas horas, quando algo ruim me choca, penso que é melhor que ambos - meus pais - não estejam aqui pra presenciar tamanha brutalidade.

O que podemos esperar do mundo em que vivemos?
Nosso pior inimigo é um outro humano, já pensou nisso?

Como cidadã, espero que justiça seja feita, que estes dois apodreçam presos e que toda vez que fecharem os olhos nunca esqueçam do ato repugnante que praticaram.

Que Deus conforte o coração da família lhe dando em dobro muitas alegrias para compensar tamanho sofrimento.


E que Deus possa acertar logo as contas com estes dois monstros.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Aconteceu na "Terra do Nunca"....



Ontem, por volta de 7:30am, fui acordada pela minha filha (mais ansiosa que a mãe) com a seguinte pergunta:

MÃE VOCÊ SOUBE QUE O HIPERCONDOR PEGOU FOGO?

Hã?! Como assim?

Deu um alívio quando soube que não houveram vítimas fatais. Apenas o gerente e a filha que moravam lá tiveram algumas queimaduras leves. Cerca de 10 funcionários que trabalhavam na limpeza conseguiram fugir assim que perceberam o incêndio.

Como toda pessoa curiosa fui ver o que acontecia, mas claro, as ruas estavam cercadas, mal pude ver alguma coisa. Muita gente em volta, muito bombeiro, muita desolação.

Pra quem não conhece esta cidade que um dia já odiei e hoje digo que me acostumei, mas que se fosse embora não sentiria nenhuma falta; nós não temos shopping, não temos cinema, não temos quase nenhuma opção de lazer.
Graças ao ex-prefeito Roque, temos um parque, o Aeroparque, que deixa muito a desejar, pois não tem árvores suficientes, nem uma lagoa, nem churrasqueiras e muito menos segurança.

Lembro quando há cerca de 7 anos, ficamos sabendo que a rede Condor havia comprado aquele prédio abandonado e que ali sairia o maior supermercado do litoral paranaense, com lojas, lanchonetes e o que mais ansiávamos: salas de cinema.

Paranaguá com mais de cem mil habitantes não tinha isso, acredita? Quando eu era criança tínhamos dois. Lembro das filas que davam voltas no quarteirão quando estreavam um filme dos Trapalhões. Meu primeiro filme à noite foi "Superman", fomos com uma moça que minha mãe criou, eu e meu vizinho Eduardinho Digiovanni.
Aos domingos a mãe nos levava nas matinés... tempo bom...
Quando a Jéssica tinha uns 5 anos eu a levei no único que ainda funcionava. Era um filme de Walt Disney... o cinema era o mesmo, em todos os aspectos, talvez se eu procurasse encontrasse no chão um papel de bala que havia jogado há mais de 20 anos, tal era o abandono.
Logo depois perdemos nosso último cinema.

Então a população parnanguara acompanhou quase que tijolo por tijolo a construção do Hipermercado Condor.
Lembro do dia da inauguração, foi pela manhã, liguei pra mãe e disse que a gente tinha que ir, porque sempre "dão" brindes. Também teria coquetel. Nós tínhamos o convite, meu pai havia recebido. E fomos nós 3, mas meu pai ficou no estacionamento, tinha medo que a barriga pudesse surpreende-lo. Pra quem não sabe, depois das sessões de radioterapia meu pai teve o intestino queimado, nunca aconteceu nenhum acidente com ele na rua, mas tinha medo que pudesse haver e por isso evitava reuniões sociais.

Minha mãe foi uma graça, como sempre, enquanto eu fiquei deslumbrada com o tamanho do supermercado, ela achou normal, só que muito cansativo...sim, não era o primeiro supermercado "gigante" que conhecíamos, o Carrefour Pinhais, o Big realmente eram bem maiores. Só que era nosso primeiro hipermercado.
O primeiro local com escada rolante!!!
Lembro das primeiras vezes que fomos lá, quando o povo ainda estava se acostumando a andar nelas, a cara de medo, de encantamento.
O povo parnanguara é carente de "modernidade"...

Demorou alguns meses pro cinema começar a funcionar. Foi ótimo, filmes em cartaz nas capitais já estavam aqui também, os preços eram acessíveis... a pipoca como as dos melhores shopping. Não deixava nada a desejar.
Ironicamente, ontem eu ia lá assistir um filme com minha cunhada.

Não foi só as mercadorias que o fogo consumiu, mas a área de lazer dos adolescentes, das famílias.
Acredito e espero que o seguro resolva a situação de todos os comerciantes. Ali só haviam lojas de alto padrão.

Horrível é pensar que em instantes algo que parece tão sólido terminou. Não sou apegada a bens materiais, mas não gosto de desperdício. Penso em todas as mercadorias, nas gôndolas cheias, nos eletrônicos, eletrodomésticos... foi ali que compramos nossa TV 29', nossa centrífuga... ninguém vendia mais barato que eles.
Assusta-me pensar que não havia um sistema de combate ao fogo eficaz numa loja tão grande.
Sem contar que os bombeiros demonstraram que não tinham equipamentos pra controlar a situação. Se não contassem com a ajuda de vizinhos e empresas.
Alô Requião!!! Vamos investir nesta corporação feita de heróis? Ou da próxima vez vai precisar morrer alguns bagrinhos?

Hoje consegui passar ao lado. Confesso que meus olhos se encheram de lágrimas. Engraçado com a gente se acostuma e se afeiçoa aos locais.
Doeu dentro de mim ver o tamanho da destruição. Foi como se uma quadra inteira queimasse.

Acredito que a família Zonta vai cumprir a promessa e reconstruir tudo ainda melhor...
Lamento por eles, pelos funcionários e por tudo que foi perdido.

Agora mais do que nunca queremos ver o slogan da empresa tomar forma para que também possamos sentir "Orgulho em ser paranaense".

sábado, 13 de março de 2010

Só as mãe são felizes...ou só as mães são infelizes???




O título da postagem é pra ser bem sarcástico mesmo, assim como o tema e a forma como abodarei aqui.

Não vou citar nomes para não causar embaraços e porque se não expomos nossos problemas; os dos outros então...ainda mais assim em rede mundial.

Minha amiga, que chamaremos de Zelda Scott, está passando por um momento hiper complicado de sua vida.
Admiro-a porque não tem medo de sofrer, ela mete o dedo na ferida pra ver qual dor vai sentir.
Sempre foi assim.

Quando criança era uma filha mimada, mas tinha seu limite porque seus pais eram pessoas espetaculares. Ao mesmo tempo que ganhava a boneca tão desejada, a bicicleta, o ovo da Páscoa, também ouvia "não" quando realmente era necessário.

Algumas passagens de sua vida parecem novela mexicana, as quais não citarei para presevá-la.

Fez muita besteira... vixe... viveu uma época a mil...
Bebia, se endoidava em algumas noitadas, mas cultivava a admiração e o respeito dos amigos porque sabia ser amiga, sabia ser honesta e era fiel.
Então mesmo vivendo num quase submundo ela tinha dignidade.

Não cabe a ninguém julgar o porque de algumas pessoas precisarem tanto se drogar para curtir.

Ainda bem que pra ela foi apenas uma fase, da qual se arrepende em partes.

Mãe cedo, adolescente ainda, sozinha, contou com o apoio de sua família sempre. Poderia não ser a melhor mãe do mundo, mas foi a mãe que conseguiu ser.
Nunca deixou faltar nada à filha, mesmo que precisasse parcelar em 10 X a menina não deixava de ter a mochila mais bacana, o tênis, a roupa.
Talvez tenha sido um erro se sacrificar tanto, mas como eu já disse, ela foi a mãe que conseguiu ser.

Sentia culpa, lembro-me como se fosse ontem das vezes em que chorou pelos momentos em que não esteve presente.
Natural que uma pessoa tão jovem de vez em quando quisesse sair com amigos, viajar, sentir-se livre...não era por mal.
Como eu disse, há detalhes na vida desta minha amiga que a tornaram alguém às vezes meio rebelde, até revoltada.
Juntando-se a isso, a pouca experiência de vida e a proteção dos pais.

Ela fazia o que toda pessoa da sua idade gostava de fazer, com o agravante de regar tudo com alcool e outras "cositas".

Passdos quase 20 anos, hoje se encontrá-la não irá imaginar que já foi tão "porra louca". Não tem nem 40 mas é super sossegada, caseira, tranquila.
Adquiriu maturidade, algumas feridas mais profundas, uma certa tristeza que vai e volta.

Veio queixar-se da filha, uma moça de quase 20 anos que ainda mora com ela.

Disse que certo está aquele que anota todos os gastos que tem com seus filhos desde que nascem, não para cobrá-los, mas para lembrá-los quando resolverem ser ingratos.
A filha estava ajudando-a num comércio, dali ela tirava o sustento da família, estão cheios de dívidas, mas conseguem ter uma vida razoavelmente confortável.
Porque confortável para minha amiga é abrir a geladeira e ter frios, frutas, verduras, carne, leite... poder se dar ao luxo de comer um salmão vez ou outra.
Aceitava a presença do namorado da filha, desempregado, sem sequer questionar nada.
"Afinal", disse ela, "minha filha me ajuda tanto que merece esta regalia".

As coisas começam a ir bem, mas daí a harmonia da casa se vai.
A garota pensa que a mãe não está sendo justa. Diz que ela precisa "aprender a ser mãe".

"Justo eu?!", questiona.

O que a indigna é que mesmo com o dinheiro entrando, é sempre devagar, dia-a-dia, ela não compra perfumes, nem roupas pra ela, por isso não aceita a atitude da filha.
Não existe entre elas demonstrações de amor.
Ela percebe com tanta tristeza e decepção que a menina que criou e recebeu com tanto amor simplesmente não consegue enxergar que ela apenas foi a mãe que conseguiu ser.
Com todos seus defeitos, seus traumas, seus medos, angústias...

A filha queixa-se que faz tempo que a mãe não a abraça, mas há quanto tempo ela não faz nada pra agradar esta mãe?
Eu vejo minha amiga Zelda como tantas outras. Até como a minha Rose.

Ela superou obstáculos e é uma mãe boa. Daquelas que corre atrás, que cuida de todos, que se dedica à família, que muitas vezes até se anula pelo bem coletivo.
Disse com uma decepção nos olhos que agora é bem capaz de terem que separar os alimentos colocando etiquetas com os nomes dos seus respectivos "donos".

Não sente gratidão por parte da filha.
Não consegue demonstrar mais o amor que sente por ela.

Triste. Muito.

Só que desta vez ao menos ela sabe que não tem culpa, pois seus acertos foram bem maiores que seus erros.

Ela é o que consegue ser.

terça-feira, 9 de março de 2010

Senhor, dai-me paciência!

Sabe qual a maior virtude que uma pessoa pode ter?

P A C I Ê N C I A

Eu invejo quem não se deixa estressar por coisas pequenas, bobas, fúteis.
Estou sempre me policiando para não deixar que outros percebam o quanto estão me irritando com determinadas atitudes, como lido com pessoas, acabo tendo que treinar minha paciência diariamente.
Tem que ser quase um monge budista.

Só que minha paciência tem limite... e quando chega lá, sai de perto.

Estou naqueles dias que preciso "cobrar" as pessoas. Percebo que muita gente é assim, quando a gente vai oferecer as peças tratam-nos como se fossemos deuses, mas quando aparecemos no dia combinado, parece que nunca fizeram nenhum acordo com você.
Que você é inconveniente, desagradável.

Estes dias ouvi de uma cliente "graças à Deus que ainda estou pagando", uma dívida que já venceu há mais de um mês e que só agora ela "está pagando" aos poucos... não é cômico?
Não, não... é trágico!
Hoje ouvi de outra que não podia ir na esquina trocar o dinheiro pra entregar a uma amiga que está vindo aqui.

Como estas pessoas podem ser tão caras de pau?
Esta que me disse isso chegou ao cúmulo de querer devolver uma pulseira porque havia desistido de ir a festa de aniversário. Sendo que eu, toda prestativa, vim aqui na minha casa buscar pacote de presente pra ela.
Ainda achou ruim quando eu disse que não aceitaria de volta.

Ou será que se ela tivesse comprado numa loja conseguiria devolver?

Também são pessoas que pisam na bola uma vez. Só uma.

Eu tenho paciência, muita até, mando mensagens no celular, deixo depoimento no Orkut, ligo, não brigo quando me dizem que não poderão pagar no dia combinado, sou quase uma mãe... agora, odeio ser enrolada.

Sabe aquelas desculpinhas esfarrapadas?
Aquele tipo de gente que diz que está trabalhando demais, mas você por um acaso sai e a vê sentada com amigas tomando um choppinho num local da moda?
E quando não atendem o celular?
Ou quando você vai na casa da pessoa e vê pela cortina que ela está lá e ela não atende?

Confesso que fico de cara com a cara de pau das pessoas.
Não tem um pingo de vergonha.
Eu teria, mas graças à Deus não devo pra ninguém... pelo menos pra ninguém que eu vá encontrar na rua quando for tomar um sorvete.
Porque eu morreria de vergonha, com certeza.

E não é só vergonha, mas sou justa.
Se a pessoa trabalha como autônoma é porque PRECISA, se não, estaria na praia olhando pro mar, tomando cerveja e comendo camarão.
Já tem o fato da pessoa confiar em você e lhe vender sem nenhuma garantia.
Também aprendi com meus pais que quando compramos devemos pagar.
Que palavra dada é palavra empenhada.

Hoje estou até com dor de cabeça.
De tanto pensar nesta cambada.

Quando comprar algo de alguém, por favor, pague.
Se for atrasar pelo motivo que for, por favor comunique.

Não faça o papelão que algumas mocinhas andam fazendo.
Porque cidade pequena todo mundo sabe da vida de todo mundo.
E ninguém gosta de saber que tem fama de "caloteira".

E senhor, dai-me paciência!

domingo, 7 de março de 2010

Mulher...







Dia 8 de março é o Dia Internacional das Mulheres, pois foi nesta data que dezenas de operárias morreram queimadas dentro de uma fábrica quando reivindicavam seus direitos.
Por isso, esta data tem tanto significado.

Mil vezes eu nascesse, mil vezes gostaria de ser mulher.
Não sei como é você, mas eu faço parte do grupo de mulheres que fazem com que o mundo gire ao seu redor.
Sou aquele pilar de sustentação.
Tem dias que reclamo "como eu queria que fizessem tal coisa por mim", mas não, é um desejo passageiro, uma indisposição.

A mulher quem comanda o lar, quem cuida do funcionamento de tudo, quem apóia, quem freia, que não espera acontecer, vai lá e acontece.

Ser mulher é saber que vai viver numa gangorra emocional, um dia você estará nas nuvens, em outro no fundo do poço.
Ao mesmo tempo que arregaça as mangas pra limpar uma pia cheia de louça, arruma-se como se fosse a uma festa, mas só vai logo ali, no supermercardo.

É que a mulher sabe, a maioria dos homens não nota sua roupa, mas outra mulher sim... por isso todos sabem que mulher se arruma pra outra mulher...

O que falta na despensa, o que fazer de almoço, aonde está a chuteira do marido, a calça da filha, a guia do cachorro?
Uma boa mulher, dona da sua casa, sabe responder sem pestanejar.

Mulher chora, ri, faaaaala, sofre, briga, sabe a hora de ser durona e a hora de ser mulherzinha...
É companheira, amante, amiga, guerreira.

Mulher é tudo de bom, mesmo quando tá tudo errado.


Parabéns à todas as mulheres que como eu sabem fazer a diferença!

sábado, 6 de março de 2010

A complicadíssima arte de ser relacionar com outras pessoas...

O ser humano é supreendentemente maravilhoso e ao mesmo tempo c-o-m-p-l-i-c-a-d-o... tem gente que diz que o "mundo" é, mas pense bem... será?

O mundo que Deus nos deu (e eu acredito nesta teoria) ou que você encontrou aqui pronto ao chegar (caso seja ateu) é engenhosamente harmonico.
A Natureza, as 4 estações, os 4 elementos, os animais e seu modo de vida, enfim, páre e pense, tudo funciona numa perfeita sintonia.
O que avacalha com este mundo perfeito???

Dou um prêmio a quem souber a resposta!

Claro, nós, a humanidade.

Somos egoístas, somos gananciosos, somos idiotas.

Talvez alguns menos, outros mais, uns nenhum pouco.

O mundo não é meu, nem seu... é nosso.

E cada um de nós traz dentro de si uma bagagem vasta de vida, somos da mesma raça, mas totalmente diferentes uns dos outros. Alguns conseguem se identificar, enxergam no outro afinidades que os aproximam.
Quando acontece isso pode rolar uma relação de amizade ou amor duradoura.

Também tem aquelas vezes em que nos decepcionamos totalmente.
Porque uma das piores coisas do mundo é a intolerância, mas praticar a tolerância é algo extremamente difícil.

Como tolerar algo que nos incomoda?
Como aceitar algo que não aprovamos?
Como fugir daquela sensação de ser o "dono da verdade"?
Hã? Alguém me explica?

O que para mim pode ser ótimo, para o outro pode ser péssimo.
O que eu posso aceitar com naturalidade, você pode chocar-se.

Muitas vezes precisamos sofrer ou fazer sofrer para que consigamos ser entendidos.
Eu posso me sentir uma boa mãe, mas para minha filha eu posso ser a pior mãe do mundo.

O que falta?

Eu tenho uma dificuldade imensa de me relacionar, pois sou muito intensa.
Vivo conhecendo pessoas, gostando e "desgostando" delas.
Muitas vezes tenho aquele sentimento de estar sendo desprestigiada, desvalorizada.
Faço tempestade em copo d'agua... um saco... confesso que não queria ser assim.

Tem certas coisas que me irritam muito.
Vou procurando administrar isso, não deixando que transborde.

Não gosto quando as pessoas mentem pra mim, e honestamente, saco de longe quando alguém mente. Tem gente que mente mal pacas, outros se entregam.
Não gosto também daqueles que falam mal dos outros.
Sabe aquela pessoa que quando viram as costas começa a criticar? Pode ter certeza, vai fazer o mesmo com você.

Não vou dizer que não caio nesta tentação de "falar mal" de alguém. Não sou perfeita gente!
Uma hora ou outra a gente cai nesta cilada.
Só que procuro não ser leviana e ter cuidado para quem falo.

Por que uma hora na vida sempre tem alguém que faz alguma coisa ou tem alguma atitude que não nos agrada.
Conhece o "zé povinho"...
Aí a língua coça... rs

O ser humano é difícil...

Muitas vezes o tornamos bem mais complicado... acho que estou neste grupo, mas não por vontade própria.
Um dos meus distúrbios é a tal da Fobia Social.
Não me sinto bem entre muitas pessoas.
Muito menos quando são estranhas.

Ainda bem que meu grau não é elevado, só sinto aquela angústia, mas vou em frente.
Por isso que tenho muitos amigos e por isso que até hoje ainda consigo conquistar outros novos.
Então, não sou das piores.

Eu luto contra meus pontos fracos.
Se não fosse assim eu não trabalharia com vendas.

O problema é que grande parte das pessoas se entrega aos medos, as suas fobias, angustias, seus traumas, quando na real deveriam ter dois comportamentos:
1º - reconhecer-se.
2º - lutar contra.

É igual o cleptomaníaco, o alcoolotra. Ele sabe que seu comportamento é errado, sabe que pode se dar mal, que está agindo contra si, colocando-se em risco, mas se não tiver uma atitude positiva e ajudar-se, ninguém o fará.
Porque com excessão de pessoas que nascem com distúrbios mentais graves, não acredito nesta falta de consciência.
Pode ser uma intolerância minha, e é, mas é assim que vejo.

Você ter um vício incontrolável, ser depressivo, ser leviano, tudo isso é mais um pouco, pode ser uma falha de personalidade, seu pronto fraco, seu distúrbio, mas para mim nós que guiamos nossa mente e não o contrário.

Você deve reconhecer seus pontos fracos.
Deve identificá-los e lutar contra.
Entenda que somos humanos, passíveis de erros.

Se sabe que determinada situação vai te incomodar então fuja dela.

É difícil conviver com tantas pessoas diferentes, mas treinando a gente consegue relacionar-se.
Também já notei que muitos aspectos que enxergo nos outros e me incomodam, nada mais são do que um espelho do que eu sou.
Isso não é só comigo, com você provavelmente também.

Pense nisso.

A melhor coisa da vida é cuidar da própria vida.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Difícil...

Difícil... quase impossível... de repente o mar calmo se fez revolto... com uma rajada de vento mais forte...

Incompreensão, acusações, medos, frustrações... ganância...

Muitos só valorizam quando perdem...