sábado, 30 de outubro de 2010

Música...

As palavras ditas com som e poesia são sempre mais bonitas.
Geralmente elas nos tocam por dentro da alma, nos fazem vibrar, nos trazem amor, saudade, nos trazem lágrimas... servem então pra que a gente torça mais um pouquinho o coração para que escoe a saudade represada...

Tem músicas que nos vem como respostas.

Outras servem para abstrairmos todo o peso da rotina...

Sempre gostei de ouvir, rock, metal, MPB, rap, blues... e sempre alto.
No emprego eu ouço Maria Gadu, Legião, Cranberries... no carro Iron Maiden, Janis, Led Zepellin.

Casei com um músico e com ele aprendi a adorar reggae, principalmente o que ele toca...

A música faz parte da minha vida.


Mesmo que não goste dos artistas, ouça estas duas músicas que expõe meus sentimentos...e já que leu este texto é porque algum interesse devo causar em você.



Pai...





Mãe...



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Religião e política

Dois assuntos dos quais procuro fugir para evitar discussões.
Duas coisas que semeiam discórdia no mundo todo.

Estamos a dois dias de mais uma eleição.
Sinceramente, se eu pudesse me abster, o faria. Porque quando ouço todas as acusações trocadas chego a conclusão de que todos são farinhas do mesmo saco, só muda a sigla, no caso, o partido.
Nenhum dos dois está realmente preocupado com o povo, aliás, alguém sabe aonde existe um político preocupado com o povo DE VERDADE?
Eu ainda estou pagando pra ver.
Pagando caro.
Fazem milhões de promessas, ignoram totalmente algo chamado de "previsão orçamentária", depois que assumem a primeira coisa que dizem é que infelizmente não haverá verba pra cumprir o que prometeram... e nós engolimos o sapo.
O cara que quer mudar o país precisa ter muita coragem pra quebrar o sistema, romper este círculo vicioso de desvio de verbas, fechar os ralos por onde o nosso rico "dinheirinho" suado escoa.
Não me conformo com um país tão rico e com tanta gente ferrada e sem assistência.

Gente que não tem oportunidade simplesmente porque não lhes oferecem soluções.
Porque pelo que pagamos deveríamos ter hospitais públicos de primeira linha, estradas perfeitas sem pedágio (existe maior roubo do que nos cobrarem por algo que já pagamos?)...

O próximo presidente não poderia ter compromisso com ninguém e deveria preocupar-se só em melhorar a aplicação dos recursos, esquecendo-se de de publicidade e outros gastos totalmente supérfulos... como viagens, festas, cotas de passagem, entre outras besteiras.

Queria que fosse uma pessoa digna, honesta, incorruptível (e tem heim!), que não tivesse medo de fazer uma reforma na educação pra tornar a massa pensante...

Eles tem medo que o povo aprenda a discernir.

Daí ouço uma notícia que o Papa Bento pediu pros católicos não votarem em quem defende o aborto, aí uma candidata aparece na sequencia desdizendo que disse antes.
Religião... será algo bom ou apenas mais uma maneira de manipulação?

Hoje uma pessoa falou na minha frente: "se eu não tenho minha religião o que seria de mim"?
É aquele tipo de papo que não se deve entrar, pois quando pensamos diferente chegamos até a ofender.

Eu acredito em Deus.
Deus pra mim foi um cara que veio a Terra e deixou um legado incrível de bondade, caridade e fé. Ele nos mostrou como deveríamos viver, qual o melhor caminho a seguirmos.
Pense que bacana se ninguém matasse, ninguém roubasse... se seguissemos os mandamentos e pronto.
Só que nós humanos somos iguais na forma apenas, bem diferentes no conteúdo.

Não gosto desta história das pessoas seguirem sua religião e julgarem mal todos aqueles que não o fazem.
Os evangélicos "debocham" dos católicos porque estes adoram imagens.
Os católicos por sua vez também não gostam da gritaria nos templos, da pregação dos pastores, dizem que Deus não é surdo.
Ambos acreditam piamente que todos os ateus são pessoas infelizes, tristes e amaldiçoadas...
assim como os homossexuais!

Será que Deus do alto da sua sabedoria acha que os palestinos estão corretos ou será que torce pros judeus?
E nas Copas do Mundo? Torceria sempre pro Brasil?

...mas e a frase "somos todos irmãos" aonde fica?

Será que serei irmã apenas se não beber, se condenar os homossexuais, o aborto e blá blá blá?
E aquele que nunca usou droga na vida, mas é frio, distante e insensível com a família, será que tem mais valor do que um viciado (um dia ainda falarei sobre drogas) que é amoroso com seus pais, que os cuida. Ou você acha que os viciados não conseguem ter uma vida igual a de qualquer um?

Porque me irrita profundamente perceber como as pessoas vivem uma contradição. Enfiam-se em seus templos, em suas igrejas, fazem seus grupinhos, mas não conseguem levar o amor de Deus pro seu dia-a-dia.
Julgam, julgam, julgam...
De repente, podem praticar a caridade mas são incapazes de sentir isso se o outro tiver convicções totalmente diferente das suas .

Notem que a maioria vive sua religião como se torcesse pro Palmeiras ou pro Santos.

Vou dizer algo que pode chocar, mas nunca consegui ler a Bíblia. Acho bem chatinho...
As pessoas interpretam do jeito que querem.
A Biblia nos foi apresentada pela Igreja Católica que detinha o saber da escrita pra fazer o que os políticos fazem até hoje: nos manter burros e mal informados pra que sejamos facilmente manipulados.
Logo, quem garante que devo acreditar que tudo que ali está escrito é ipsis literis o que realmente aconteceu.

Pra mim o pouco que li me parece um livro de ficção.

E tudo tem uma explicação científica, mas cada um acredita no que mais lhe convém.

Eu penso que Deus é um cara legal, que nos compreende e sabe que as coisas não são fáceis, mas ele espera que nós mesmos possamos nos ajudar mutuamente.
Duvido que ele aprove uma pessoa que vai 3 vezes ao culto, ora 3, 4 vezes ao dia, mas que é insensível ao sofrimento alheio, faz fofoca, intriga, mente, manipula, corrompe...

Meu pai disse em seu último comentário que o amor como palavra é muito bonito, mas que se nós, humanidade, não soubermos aplicar no dia-a-dia com a caridade, isso de nada tem valor.
Na verdade ele estava cansado de fiéis hipócritas e falsos líderes religiosos.

Religião e política, dois focos de conflito eminente...

Esta é a minha opinião e respeito totalmente quem pensa o contrário porque creio que todos somos livres, minha verdade não é maior que a sua.

sábado, 9 de outubro de 2010

Quando a vida nos dá lições...

Estou passando pela experiência de realizar o censo.
Vou de casa em casa com aquele computador de mão fazendo perguntas... "quantos banheiros, quantas pessoas, quanto ganham"...
Não estou lá porque quis. Na verdade, tentei o cargo mais alto deste concurso, mas sabe como é, a gente depois de alguns anos esquece da matéria, não havia estudado nada... mesmo sendo segundo grau, não consegui a colocação ideal, eram poucas vagas, 18 se não me engano, fiquei entre os 30.
Aí tentei pra recenseador e cá estou.

Uma experiência única e riquíssima.
Faço o trabalho com boa vontade, explico com paciência a importância do censo e torço para que os malditos governantes melhorem a vida da população.
Não tenho pressa e com isso, vou colecionando história de vida de pessoas simples.

Primeiro fui pra uma periferia, bairro conhecido como lixão. Quando entrei com o Hélio a primeira vez pra reconhecer o setor, confesso que senti uma ponta de arrependimento.
Veio aquele pensamento: "aonde fui amarrar meu bode"...
É um lugar horrível, cheio de gente, cachorro, lixo... miséria... valetas a céu aberto.

A cultura do lixo é uma coisa muito louca. Mesmo assim, a maioria das pessoas é feliz com o pouco que tem. Conheci mães da minha idade com mais de 5 filhos, cabelos brancos... fiz algumas pessoas chorarem por causa da pergunta da mortalidade, com isso fui conhecendo mães inconformadas com a partida precoce de um filho... viúvas saudosas...
Lá é outro mundo.
Há muitos analfabetos, gente que vive com menos de 5 reais por dia... a polícia nunca aparece... só há uma creche...
Bolsa-família é ilusão. Poucos os que conseguem...

Fui bem tratada por todos. Explicava que minha função era fazer as perguntas conforme aparecia no PDA e não tinha problema.

Depois fui pra um setor rico. Posso dizer que em uma quadra o que as pessoas ganhavam era superior a soma de rendimentos de todos os moradores do lixão.
Fui tratada com desconfiança pelos ricos. Com um pouco de mal-humor também.
Deu pra sentir no olhar de algumas toda a tristeza.
Sei de algumas histórias ali, sei que muitos tem uma vida bela e bonita da porta da rua pra fora, mas são incapazes de se sentirem felizes com tudo o que tem.

O dinheiro não traz felicidade, só camufla.

Posso dizer também que quanto mais conhecimento alguns tem, mais ignorantes se tornam.

Agora estou terminando um setor que se Deus quiser em breve será meu local de moradia.
Fica há 15 minutos do centro da cidade, é uma área quase rural, aonde passarinhos amarelos e beija-flores azuis cruzam nosso caminho a todo instante.
As pessoas são simpáticas, gentis, vivem num local aonde as janelas não precisam ser fechadas pra evitar ladrões.

Cansei deste agito da cidade, olha que aqui não é uma cidade grande.