sexta-feira, 31 de julho de 2009

O fechamento da Vibe Nativa

Não lembro ao certo qual foi o último dia de funcionamento da loja, mas já tem mais de um mês com certeza. Confesso que foi difícil reconhecer que não deu certo, afinal, investi tempo e dinheiro neste sonho.
Foi um momento péssimo da minha vida quando tomei esta decisão. Tinha perdido minha mãe, estava reaprendendo a conviver com meu pai... e sofrendo por esta mudança. Quis muito que tivesse dado certo, precisava desesperadamente trazer um motivo positivo pra vida do meu pai... não consegui.

Tentei usar bem o dinheiro que recebi. Antes tivesse comprado um carro.

Fechar a loja me trouxe certo alívio. Deveria ter pensado melhor, se eu queria mesmo ter que cumprir horário, ter que abrir sábado, enfim, se queria ficar presa. Nunca quis.
Deus abriu uma porta pra mim quando colocou meus fornecedores de prata em contato comigo.
Eu quase dormia na loja, por dias não entrava ninguém.
Com as pratas eu vou até os clientes, posso aproveitar todas as situações, tenho um retorno muito bom.
Num dia de chuva e frio como hoje, posso ficar deitada na minha cama, com lap top, super sossegada. Não levanto nem pra atender telefone. Se minha filha quiser falar comigo liga no celular. Os amigos também.

Fico imaginando no verão. Vou poder ir muito à piscina. Farei meu horário. Só de pensar isso já me sinto animada.
A loja só me atrapalhava, além de não me trazer retorno.

O importante pra mim é ser feliz. Não éo dinheiro que traz isso, embora ajude.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Saudosismo...





Não foi só o desaparecimento repentino e o vazio que a morte de Michael Jackson deixou. Fica uma sensação de que as coisas realmente boas ficaram no passado (artisticamente falando).
Quando vai aparecer um novo Michael?
Ou um Cazuza, Renato Russo?
Fora Cássia, Elvis, Janis, Raul, Chico Science?

Percebemos que não é só a violência exarcebada que toma conta da sociedade, mas aos poucos vamos notando que as coisas são bem mais complexas.
Eu tenho um pouco de dor no peito porque sinto uma grande saudade dos meus pais.
Isso é normal para quem tve pais maravilhosos.

Ouvir as músicas de Michael, vê-lo dançar, reacendeu aquela chama dos anos 80. Como tudo era tão diferente, era mais puro, tinha uma certa magia.

Não há novas revelações, nem novidades.

Não havia chorado, mas no funeral dele há dois dias, me emocionei bastante.
É tão triste perceber que apesar do jeito esquisito pode ter sido umas das pessoas mais injustiçadas deste mundo.
Percebi que havia certo desconforto entre seus irmãos, talvez sentimento de culpa, não sei.

Michael foi um gênio incomparável, um músico excepcional e talentoso.
Alguém com traumas profundos, medos, angústias...
Difícil conciliar o sucesso com sentimentos tão contraditórios.

Espero que encontre a paz.