quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Adeus 2009! Que venha 2010!

Pois é, estou vendo as retrospectivas na televisão desde ontem... amanhã a essas horas não tenho certeza aonde estarei, mas com certeza estarei feliz com meu amor e com amigos verdadeiros... só vai faltar minha filha, que estará na Ilha do Mel...

O ser humano precisa de datas. Precisa de números.
Números que definem as horas, a quantidade, as distâncias, os dias... precisamos contar.
Contamos quanto de dinheiro precisaremos, quantos dias nos faltam para isso ou para aquilo.
Se pararmos pra pensarmos bem friamente, a não ser com base monetária - afinal o escambo já era injusto - será que precisava tudo isso?

O que acontece é que a gente entra na onda.
Imagine você morando no meio do mato, sem acesso à informação, e alguém dissesse que amanhã acabará este ano e que no dia seguinte começará um novo ano.

Tenho certeza que talvez pensasse: "tá e daí"?

E daí? O que vai mudar?

Só que a gente entra nesta onda de "reveillon", aí sente-se OBRIGADO a fazer algo especial.
Não dá pra apenas ficar deitado na sua cama com seu marido assistindo tv até dormir. Programinha perfeito pra uma quinta.

Além de querer estar fazendo algo que não faz diariamente, tem os outros probleminhas, aposto que já pensou "com que roupa eu vou"?
Talvez tenha comprado algo novo. Ou faz como eu que chegou aquele ponto de ter o guarda-roupas tão entulhado que decidiu ser mais prática e USAR suas roupas... coisa que nem sempre faz.
Ou se tiver a sorte de ter uma filha com 18 anos e puder saquear seu armário.
Ficar bonita não é difícil...basta fazer um esforço.

Aí tem toda uma atmosfera conspirando pra que tenha um ano novo repleto de alegria. A cor da roupa é importante.
Pelo menos a parte íntima precisa estar com algo novo...
Teve um ano que passei de preto, mas não foi proposital, eu só tinha esta cor no armário.
Minha mãe e meu pai O-D-I-A-V-A-M!!!
Realmente não tive um ano muito alegre depois disto, só que acho que devia-se mais ao fato de eu ser uma "aborrescente"...

Enfim... fim de ano.

Hoje chorei um pouco com saudades. Pensar que mais um ano sem eles se foi... e outro virá.
A única coisa que sabemos da vida é que a morte é certa. Não sabemos quando, mas ela virá.

Papinho deprê né, mas esta época é pra pensarmos em tudo, colocar pra fora angústias, saudades, aflições... aí começamos o ano com pé direito, com a alma purificada.
Lembro de um ano em que as pessoas que estavam conosco entraram no mar após a meia noite.
Cada um cada um, mas será que precisa tanto???

Não pulo 7 ondas, nem levo oferendas, aliás, será que não dá pra notar que o mar devolve 90% do que é jogado???
Aí no dia seguinte as pessoas querem começar com uma caminhada descalça e a areia está cheia de rosas, velas, garrafas...e bêbados!
Tem gente que começa o ano assim... com a boca cheia de areia, nem lembrarm como chegaram ali.
Claro, a roupa é nova, comeu lentilha, blá, blá, blá...

É de se lamentar mesmo.

Eu tive um ano bom.
Em alguns aspectos evoluí muito.
Larguei alguns vícios.
Aprendi algumas coisas sobre mim.
Muito bom poder conhecer-se um pouquinho a cada ano.
Sei que tenho muito o que melhorar, porque quero sempre o melhor de mim.
Preciso controlar o fato de que nem sempre os outros fazem o que esperamos.
Quero aprender a lidar com rejeições, decepções, alguém consegue aliás?

Ganhei alguns desafetos graças a este meu jeitinho de rebater toda ofensa. Ou de não admitir que fiquem me devendo.
E como tem gente que me deve.
Só que estou trabalhando minha mente para deixar nas mãos de Deus, porque tem mais ELE pra me dar do que estes "diabos" pra me tomarem.
A vida desta gente só anda pra trás.

Em compensação, este ano foi repleto de novas amigas.
Coisa boa criar laços com pessoas tão bacanas.
Melhor ainda quando conseguimos recuperar uma boa amizade que achávamos perdida.
Depois de dez anos tenho de volta ao meu convívio uma das amigas mais queridas da minha adolescência.
Brigamos por causa de uma batata sauté, orgulhosíssimas deixamos que 10 anos se passassem.
Quis o destino que minha filha(que deveria ter sido sua afilhada) nos reaproximasse.
Na verdade a relaçao estava desgastada por vários outros fatos.

Talvez pra você o ano de 2009 não tenha sido tão bom, tudo depende das perdas que tivemos.
Teve um ano que perdi a saúde, em outro a mãe e por último meu pai.
Este ano perdi a loja, mas ganhei muito mais neste aspecto.
Acredito que a loja foi o meio que a vida usou pra me apresentar a Carla e ao Auli.

E eis que estou com a vida que sempre quis, sem horários, sem rotina, sem chefes.

Por isso, mesmo que você tenha esta consciência que na real isso tudo de festas, fogos, roupas, simpatias, tudo é uma alugação, pois nada realmente muda... acredite então que é um marco, a partir do dia 1º você vai agir de uma forma a se tornar melhor, a ser mais feliz.
Você vai procurar ter atitudes pra que sua vida tenha mais qualidade.
Vai partir de você, não do outro, que façamos um mundo melhor.

Acredite que todos nascemos pra felicidade, por mais tortuoso que seja o caminho!

Que Deus nos abençoe, que nos proteja e se puder deixa eu ganhar a Mega da Virada... prometo ajudar muita gente! rsrsrsrsrsrs

FELIZ 2010!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E o Natal está chegando... ui ui ui...

Não é que esteja revoltada porque não tenho mais meus pais comigo, seria bem simples se fosse apenas isso.
Já disse que sinto saudades, mas me conformei com a situação, principalmente porque sei que estão num lugar muito melhor do que este mundo em que vivemos.

Fico chateada porque não existe o verdadeiro espírito de Natal entre as pessoas.
Nem em mim mesma...

O Natal não é simplesmente mandar meia dúzia de cartões, como fiz este ano por sinal. Tudo bem que é um bom pretexto pra dizer um "eu te amo" ou simplesmente demonstrar gratidão.

As pessoas realmente ficam felizes quando são lembradas... pena que a maioria não saiba retribuir, mas como não faço nada esperando algo em troca...

Acho que todo mundo fica mais sensível, vê a vida com um olhar diferente, mais humano talvez.
Só que a grande maioria está pensando apenas nos presentes, na roupa que usará na ceia, na cor do esmalte, na quantidade de comida da ceia.
Bem, eu só me preocupo com a roupa e o esmalte porque quero sair depois da ceia...

Pensa bem, não é tudo uma grande hipocrisia? Assim como Ano Novo... o que muda além do calendário? Acabam-se os problemas por um acaso?
É como o Carnaval? Pra que tanta explosão de alegria? Não parece que todo mundo ganhou na Mega Sena?

Como somos toscos e idiotas. Confusos e hipócritas.
Todos nós.

Eu faço parte das pessoas que detestam Carnaval e se sentem deprimidas na queima de fogos do Reveillon... me pergunto sempre pra que?
Pra que tudo isso?

Sei que pareço meio amarga, mas não sou, sou apenas cética.
Não entro nesta onda demagógica...
Não quero ser boa e bacana apenas no Natal, como muitos são.
Quero estar presente sempre na vida dos que amo.
Tento pelo menos.

Acho uma palhaçada tão grande pessoas que são egoístas, fúteis e vazias enchendo a mesa de comidas caras, gastando os "tubos" pra dar presentes que muitas vezes serão esquecidos na mesma noite... quantas crianças não chegam a ganhar mais de dez brinquedos numa mesma noite?
E quantas precisam se contentar com uma bola de 1,99? E muitas vezes sentem-se e são mais felizes que a criança rica.

Seria bom se todos procurassem ao menos fazer o Natal de uma criança pobre mais feliz.
É tão fácil fazer nascer o brilho de alegria nos olhos dos baixinhos...

Só que pergunte pra maioria dos privilegiados financeiramente se compraram ao menos um panetone para dar à uma família carente?
Se todos se unissem... aí sim o Natal teria alcançado o seu propósito.

Bem, sem entrar em detalhes, mas eu acredito que consegui dentro das minhas possibilidades fazer dois anjinhos mais felizes...

Deus não gosta deste Natal consumista.

Nem eu.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Falta uma semana para o Natal...

O que é o Natal pra você?

Comunhão? Um dia especial? Família reunida? Comidinhas diferentes? Confraternização... amor?
Pra mim era isso tudo.
Não tinha luxo na nossa casa, mas nunca faltou nada.

Só que meus pais se foram... e nesta data me sinto totalmente deslocada.
Não é bom aqui, nem na casa dos outros.
Não consigo me encaixar em nenhum local.
Acho tudo tão nada haver, tão sem graça.

Perdeu o sentido.

Antes adorava esta data, escolhia uma roupa bonita, ajudava minha mãe com preparativos... aquele cheiro de peru pela casa... hummmm...
E todo o ano a mesma dúvida: peru ou chester?

Como era bom...

Hoje é só uma obrigação quase que social.

Um monte de gente estranha que não consegue perceber a dor que sinto nesta data.

Se eu pudesse... tomava um sonífero dia 24 e acordava dia 25...

A única coisa boa é que tem uma festa maneira pra ir a partir da 1h... só.

sábado, 28 de novembro de 2009

O verão me traz saudades...




Tudo bem, ele ainda não chegou pra valer...oficialmente só em dezembro, dia 21 se não me engano.
Só que já tivemos uma prévia em quase todo o país.
Temperaturas elevadas, temporais no fim do dia.
Barulho da cigarra à noite, pernilongos...e conseqüentemente aquele cheiro de inseticida.
Ai o verão...
Saudades do tempo em que íamos com a família inteira pra casa dos meus pais, ficávamos quase 2 meses sem colocar os pés nesta cidade, só meu pai ia e voltava todos os dias.

Eu me sinto muito melhor nesta época, apesar do calor quase insuportável.
Não tenho mais patrão, visito as clientes à noite e posso me dar ao luxo de passar o dia na piscina do clube.
Não existe nada melhor pra mim.
Ainda sinto uma paz enorme ao ver o mar, sentir aquela brisa, mas é muit perigoso, além de que detesto muvuca.

Nada anuncia melhor a chegada da estação do que o cheiro do Copertone, faz a gente voltar décadas...no tempo em que almoçávamos e ficávamos perguntando de 10 em 10 minutos pras nossas mães se já podíamos retornar à praia... mas sempre tinha que esperar a tal digestão...

Lembro do caminho de volta no fim do dia, eu e meu primo fazendo bagunça e nossas mães dizendo pra termos cuidado com o "gigante" porque se ele acordasse a gente iria se dar mal.
O "gigante" é uma formação montanhosa da Serra do Mar que parece um homem deitado... a gente parava na hora... éramos super arteiros...

Vivi a melhor fase da infância na casa de Praia de Leste. Foi lá que descobri com o Maurício o por que de sermos primos: NOSSAS MÃES ERAM IRMÃS! KKKKKKKKKKKK... lembro deste momento como se fosse ontem, criança tem cada uma.
Estes dias perguntei a ele porque ganhávamos presente no Natal e no Ano Novo, ele me lembrou que seu pai vinha sempre depois do Natal pra nos encontrar, pois era dono de parque e vivia viajando...

Saudades do tio Marcos, do tio Lafayette, do tio João... foi uma época mágica.

Sinto falta disso, de ver minha família mais unida, mais presente, mais próxima.
Está cada um em seu canto, cada um com seus problemas...

Ainda bem que tive esta infância tão encantada, tão especial, talvez se fosse de outro modo não seria esta pessoa feliz e forte.


PS: No verão não tenho tempo e nem paciência pra ficar na frente do computador,por isso as postagens poderão ser raras.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pra você guardei o amor

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar


O Nandor Reis é um poeta...


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Amor eterno...




Extamente hoje falta 1 mês pra ficar longe da pessoa que mais feliz me faz nesta vida...

Antes de ser quem eu sou, sou mãe... como será ser mãe de filho distante? Vou descobrir...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O que entra pela boca...

Desde que voltei pra academia estou conseguindo deixar minha vida cada vez mais com QUALIDADE.
Sempre me preocupei com a alimentação, mas apesar de comer pouca fritura, nada de gordura (ou quase), incluía muito chocolate e pouca fruta.
Sem contar a mania de comer por GULA. Muitas vezes nem estava com fome, mas daí o Hélio resolvia pedir um lanche, uma pizza e lá ia eu acompanhá-lo...até sentir enjoo porque meu estômago não suportava!

Não dá, depois dos 30 o metabolismo de todo mundo muda radicalmente. Então o que podia comer antes sem acrescentar 1 grama à balança, agora vira gordura na hora.
E eu que sempre fui magérrima.

Por isso aconselho todo mundo a cuidar da alimentação.
Eu curto comprar os alimentos, prepará-los... e comê-los!
Os indianos estão certos, quem deve cuidar da comida da família é a mulher da casa, pois só ela terá o cuidado necessário com a higiene.

Porque mesmo o restaurante mais requintado pode esconder uma cozinha suja ou alimentos mal conservados.
Portanto, peça pra ver a cozinha sempre. Caso se neguem, mude de restaurante, pois este deve ter algo de podre.

Bem, todos os dias agora tomo sucos bem malucos.
Hoje na hora do almoço fiz suco de laranja, beterraba, cenoura e manga.
Á noite tenho feito um pra melhorar o sono e tirar a gordura do corpo:

Meia maçã;
1/4 de um repolho pequeno;
1 talo de aipo;
Hortelã a gosto.

A receita pede pra que não se ponha água, no liquidificador comum é impossível, mas se você tem uma centrífuga (até o Natal terei uma) a coisa fica simples.
Você tem que coar se fizer no liquidificador, com um coador de pano...

Sinto-me muito bem.
Cuidar da alimentação só traz benefícios. Experimente.
Este suco que dei a receita é o Suco Verde, deve-se tomá-lo 30 min antes das refeições.
Não é ruim, é doce...

*******************************

Só que todos estes cuidados vão por água abaixo se não cuidar da higiene.
Você também gosta de escolher os alimentos no supermercado?
Faz isso com carinho e paciência?
Ótimo.
Daí chega em casa e corre pra guardar tudo em seus devidos lugares?
Isso mesmo.
Só que há um porém que a maior parte do povo não percebe.

Pense na seguintes situações...

1.O funcionário do supermercado encarregado de repor a mercadoria nas prateleiras.
Alguns minutos antes ele estava fumando um cigarro ou pior, foi no bwc. Não lavou as mãos.
Ele pega a caixa de bolachas (por exemplo), coloca no chão (sim, aonde você e toda a cidade passam diariamente) e depois ajeita tudo bonitinho...

2. Aquele nóia nojento ( percebeu que detesto nóias, explico, já fui roubada), entra no mercado acompanhado pelo olhar do segurança, afinal ir e vir é um direito. Ele pensa em comprar uma margarina, pega uma, pega outra... daí decide pegar um leite... pega um, leva outro... e assim vai... colocando aquelas mãozinhas nojentas que acenderam um cachimbo, limparam a bunda no terreno baldio... mexeram no lixo atrás de latinhas... meteram no ouvido que há anos não conhece um cotonete.

Daí vai você lá, toda precavida e pega extamente o mesmo pote de margarina. Chega em casa e faz o que? Põe na mesa porque sua família espera.

Entendeu?

Se você não lava todos os produtos que traz da rua está correndo o risco de adquirir uma bactéria.
E quantas vezes não se sentiu indisposta mesmo sem ter comido nada de diferente?

Temos anticorpos poderosos, SIMMMMMMM, mas temos que cair na real. Não faça mais esta porquice, lave todos os produtos que trouxer da rua, claro que produtos de higiene não tem necessidade, a pasta de dente sim... mas não vai querer lavar o sabonete, o pão...

Não tenha preguiça, cuide-se, nunca se sabe quando podemos contrair uma bactéria mortal...

domingo, 25 de outubro de 2009

A vida pode sempre melhorar...(pequeno balanço dos meus 36 anos)






Sem dúvida alguma, esta semana que termina hoje foi a mais agitada do ano.
Foram tantas emoções!
Consegui estar junto às pessoas que amo, faltaram algumas, mas as que estiveram ao meu lado fizeram parte desta história.
Vivi a contradição de ter a grande alegria de estar fazendo aniversário (sim, eu gosto de ficar mais velha) e a enorme tristeza de ver meu genro amado partir.
Quase que não consigo lhe dar o último abraço, pois tivemos alguns contratempos.

Agora que ele se foi, percebo o quanto já fazia parte da minha vida.
Ambos tiveram sorte, pois tanto ele, quanto ela, são pessoas espetaculares.
Fico feliz porque não precisou bater muito a cabeça pra encontrar um homem bacana.
O Gui é o genro que toda sogra quer ter.
Não tenho nada pra reclamar, nestes 3 anos em que convivemos quase que diariamente.
Agora o admiro mais ainda por ter esta coragem de mudar a vida.
Largar a estabilidade do emprego, a vida sossegada perto da família, os amigos com quem sempre estava e de repente se mudar pra uma outra realidade.
Tenho certeza que as coisas irão dar muito certo pra eles.
Ainda bem que minha filha não é como eu, acomodada.
Logo, logo, será a minha vez de vê-la passar por aquela portinha de vidro no aeroporto.

Tudo está muito bem planejado.
Tudo vai dar certo, pois, se me considero uma pessoa de muita sorte, minha filha então nasceu com o dobro da sorte que sempre tive.
Somos pessoas muito abençoadas.
Muito mesmo.

E neste clima encerrei meu ciclo de 36 anos.
Foi uma fase mais descomplicada do que vinha sendo nos últimos 3 anos.
Desta vez a pior coisa que aconteceu foi o fechamento da loja, mas a partir disto abriram-se novas oportunidades.
Confesso que foi uma idiotice, quis investir bem um dinheiro que recebi e no fim só tomei na cabeça.
Antes tivesse trocado de carro, coisa que nem pensei.
A vida é assim, meu pai achava melhor a gente sempre tentar e fracassar do que não tentar por medo.
É verdade, a gente aprende muito mais quando cai alguns degraus do que quando subimos. Depois não ficarei com aquela impressão que deveria ter tentado.
Porque subir é fácil, mas cair dói.

Dói mas não destrói.
Pelo menos eu não sou assim.
Agora estou com a vida boa, não tenho que cumprir horário, não tenho chefe e muito menos preciso sair de casa se estiver chovendo muito.
Nem tenho obrigação de abrir a loja diariamente.
Quer coisa melhor?

O que nos torna diferentes não são as escolhas que fazemos, mas justamente aquilo que não escolhemos, como a nossa família, o bairro aonde crescemos, a escola aonde somos educados.
Eu nasci numa família aonde aprendi que é bom ter dinheiro sim, mas que isso não é fundamental, nem faz diferença se este não serve pra ajudar os outros.
Meus pais me deram exemplos a vida toda.
Eles eram desapegados materialmente.
Tudo bem que houve a fase de trocar de carro todo os anos, de cada um ter seu automóvel, mas quando isso não foi mais possível simplesmente nos adaptamos.
Jamais destruíram a harmonia da relação porque não dava mais pra passar o verão em Caiobá, por exemplo.
Enquanto tantos casais sucumbem à miséria.

Fui criada assim, tendo as coisas boas da vida e valorizando cada instante.
Claro, hoje eu tenho 37 anos, um pouco mais nova eu não conseguia ter esta percepção.
Porém, sempre fui simples.
Nunca tive vergonha de pegar o balde e uma vassoura e limpar a frente da casa. Minhas amigas queriam morrer se alguém as visse assim, mas eu nunca liguei.
Tinha orgulho de viver numa casa tão bonita, tão bem localizada.
Ainda tenho, embora morar aqui seja algo temporário...

Boas lembranças, graças à Deus!

Enquanto algumas pessoas mentem a idade, sinto orgulho e alegria de ter completado mais um ciclo e perceber que consegui evoluir muito em um ano.
Ainda tenho muito defeitos... vixe!
Considero-os meus pontos fracos, nada de anormal, nada que não seja resolvido com boa vontade.

O negócio é se vigiar sempre, não deixar que os problemas do dia a dia interfiram no meu bem estar.
Quem me conheceu a vida toda sabe o quanto tenho evoluído.

Ainda há muito o que melhorar, sem dúvida.
A princípio, sei que estou no caminho certo.
Tenho tudo na medida exata, como deve ser.

E ainda há de melhorar, muito mais... por que Deus quando olhou pra mim bebêzinha disse:

"você fará parte das pessoas que nasceram para serem felizes"!

Mesmo com alguns obstáculos; minha fé e a certeza de que a vida é algo divino, são as únicas verdades nas quais acredito piamente.

Nasci pra ser feliz.
E sou.

Sou grata por tudo que tenho e por quem eu sou.

Esta fase nova dos 37 anos será de crescimento financeiro, emocional e espiritual.
Rumo aos 40 anos, pois tenho certeza que a vida começa de verdade lá... por enquanto é só um breve ensaio.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vibe positiva...
















Este foi um dos melhores finais de semana de todos os tempos... consegui reunir QUASE todos os meus grandes amigos... amanhã tem mais!
A gente pode até conseguir viver sem nossos pais, mas viver sozinho e sem amigos ninguém consegue...

Gratificante é isso!

Depoimento recebido pelo Orkut.

oi ro le e apaga tah! menina entrei no seu blog,como xorei,nao sei c e p estar passando p um momento difiçil c meu filho,mas suas palavras m emocinaram como vc escreve lindoooo!!!que deus continue te dando ´´as palavras´´ elas sao suas mas fazem as pessoas refletirem e c emocionarem...bjs

Não vou identificar a pessoa, pois ela pediu pra eu apagar, mas confesso que foi uma benção saber que de alguma forma consigo levar pessoas a reflexão.
O filho dela está com o problema que tive em 2006.
Algo inimaginável pra uma mãe, mas a vida é assim, os obstáculos surgem e o que nos diferencia é a maneira como os enfrentamos.

Por isso gosto do meu blog.
É a minha vida escancarada, sem maquiagem, sem vergonha.
Meu objetivo é este, levar esperança pra quem sofre.
Dá pra passar por tristezas e sair mais forte e mais feliz.

Eu sou a prova viva desta resiliência que todos deveriam conseguir.
Tenho orgulho de minhas cicatrizes porque formaram a pessoa que sou hoje e infelizmente, o ser humano de um modo geral só amadurece na dor.
Enquanto tudo é fácil a vida vai que é uma beleza.

E o mais importante sem dúvida é a saúde.
Não importam seus outros problemas, com saúde você encontra todas as soluções.

SAÚDE + AMOR - isso é o que realmente importa.
O resto é consequencia dos nossos atos e escolhas.

Eu escolhi ser feliz independente dos motivos que teria pra chorar e lamentar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ore com força!

Graças à Deus a serenidade e a paz voltam a tomar conta do meu ser.
Existem momentos e barreiras que são difíceis de transpor.
Muita vezes sucumbimos à raiva e com este sentimento nada pode terminar bem.

Bom quando a gente consegue evitar.
Péssimo quando a gente se deixa levar por estas energias tão negativas.
Ainda bem que minha racionalidade consegue me dar discernimento suficiente para entender que realmente errei.
Estou cansada de saber que o mal está sempre a espreita, temos que nos vigiar pra não agirmos exatamente conforme ele espera.

Passou. Como um temporal horrível foi embora.
Nada mudou, só algum tempo perdido... sempre que sentir raiva considerarei o tempo perdido.

Não é fácil aprender, mas é mais descomplicado quando estamos abertos a reconhecer nossos erros.
Da próxima vez quando alguém tentar trazer o mar revolto novamente à minha vida, contarei até dez e lembrarei bem que eu sou.
Não preciso provar nada à ninguém.
Este blog mesmo, lê quem quer. Quem achar que há algo importante ou apenas estiver de bobeira pode vir.
Não me exponho, falou o que tenho que dizer.
Não faço dos meus problemas um escudo pra me proteger.

Tenho humildade o suficiente pra dizer aqui quantas vezes caí, quantas vezes errei. A vida não é um mar de rosas, sempre haverá uma coisinha ou outra. Sempre.
O problema é quando coloca na balança e percebe que o saldo positivo está lá embaixo.

Já tive esta fase.

Hoje me aborreço muito comigo mesma quando esqueço a minha essência.
Tem um monstro dentro de mim que não deve ser incomodado. Nunca.
Não gosto quando isso acontece. Pode parecer que sim, mas não.

... ontem, perdi perdão à Deus. Sei que Ele me perdoou porque sabe que sou uma pessoa boa, meu saldo negativo está cada vez mais baixo.
... legal quando vamos amadurecendo e aos poucos conseguimos ir tirando toda a espécie de sentimento ruim do peito.

Acordei tão bem, me sentindo feliz, revigorada.
Não dá pra viver conforme a lei de Talião.
A melhor coisa é ignorar.
Perdi dois dias da minha vida sentindo raiva de pessoas que nunca vi.
O que serviu apenas pra me igualar.

Não vale à pena mesmo.

Por isso agradeço à Deus quando algo ruim assim acontece e me faz refletir sobre meus erros.
A gente pensa que está preparado pra determinadas situações imprevistas, mas que nada.
Um dia, num momento errado, te provocam, aí vai embora toda aquela filosofia pacífica.
Tolo é aquela que pensa que seus atos não tem consequencias.
Nunca podemos prever a reação do outro, nem a nossa.
Foi como aconteceu em CWB. Estava indo passar um final de semana pra fazer um curso.
Dia lindo, serra limpa, estrada tranquila. Era a primeira vez que passaria um FDS motorizada na capital.
Tinha planejado sair com uma amiga para irmos ao Barigui.
Passando o pedágio, fechei os vidros e travei as portas.
Na av. Visconde de Guarapuava peguei uma sequencia de sinais verdes... resolvi parar em um amarelo enquanto procurava algo em minha bolsa.

Só ouvi os socos no vidro.
E uma voz me ameaçando.
Sempre disse que não reagiria, mas na hora, não quis entregar minha bolsa com todos meus pertences a um nóia nojento.
Dei um grito na cara dele "SAIIIIIIIIIIIIII"... e fui pra cima da faixa de pedestres.
O cara se assustou e foi embora.

E se tivesse armado? Valeria à pena?
Não sabemos realmente como reagiremos em situações imenso estresse.
Por isso que tanta gente faz besteira quando é assaltado.
*******************************************

As consequencias dos meus atos sei muito bem.
Mostrei aquele lado ruim que todos tem, uns admitem, outros não, diferente na intensidade apenas.

Já que ocorreu, não consegui evitar, o negócio é aprender a lição.

As constatações as quais cheguei ficarão apenas comigo.

Consegui perdoar, isso é o que importa. Tirei aquele peso de dentro de mim.
Perdoo cada ofensa recebida lembrando da frase:
"Senhor, perdoai-vos, eles não sabem o que dizem"...

Como diria Narcisa, "ai que loucura...!"
E desculpem pelas agressões verbais.
Espero que tenham aprendido algo com mais esta lição que a vida nos dá.
Desejo pra vida de todas as pessoas que me detestam apenas uma coisa: MUITA SAÚDE. Porque tudo que desejemos aos outros com certeza nos volta.



Para Perdoar
Quando não se alcança o almejado apesar de orar fervorosamente, às vezes há uma causa mental oculta: não se perdoou a alguma pessoa. Quando odiamos alguém, esse ódio se infiltra em nosso subconsciente e, mesmo que o esqueçamos no consciente, ele continua latente. Tendo ódio no subconsciente, a oração torna-se inútil, ainda que seja fervorosa. Portanto, é necessário, antes de orar por algo, fazer oração de perdão. Quem perdoa é perdoado. Para isso, há as seguintes orações:


ORAÇÃO DO PERDÃO SEICHO-NO-IE

Eu o(a) perdoei e você me perdoou
eu e você somos um só perante Deus.
Eu o(a) amo e você me ama também;
eu e você somos um só perante Deus.
Eu lhe agradeço e você me agradece.
Obrigado, obrigado, obrigado...
Não existe mais nenhum ressentimento entre nós.
Oro sinceramente pela sua felicidade.
Seja cada vez mais feliz...
* * *
Deus o(a) perdoa,
portanto eu também o(a) perdôo.
* * *
Já perdoei a todas as pessoas
e acolho a todas elas com o Amor de Deus.
Da mesma forma, Deus me perdoa os erros
e me acolhe com Seu imenso amor.
* * *
O Amor, a Paz e a Harmonia de Deus
envolvem a mim e o outro.
Eu o amo e ele me ama.
Eu o compreendo e ele me compreende.
Entre nós não há mal-entendido algum.
Quem ama não odeia,
não vê defeito, não guarda rancor.
Amar é compreender o outro e não
exigir o impossível.
* * *
Deus o(a) perdoa.
Portanto, também o(a) perdôo.
Através da divindade da Seicho-No-Ie,
perdôo e envio-lhe ondas de amor.

Eu amo você.
Do livro: Minhas Orações - Masaharu Taniguch


Obrigada por tudo Senhor, especialmente por eu ser como sou.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Conviver com a saudade...



Se vivo estivesse, hoje Ludovico estaria chegando aos 75 anos. Rose teria feito 80 no dia 27 último.
Sei que estão felizes e juntos.
Sinto que nos protegem.

Restou apenas a enorme saudade no meu peito.
Não gosto nem de parar e pensar muito.
Agora já acostumei a não pensar que era ela quando o telefone toca.
Nem sinto meu pai sentado em sua poltrona assistindo os dvds que trazia quase que diariamente.

Só não os esqueço.
Quando preparo um bom prato, penso em como gostariam.
Quando assisto um bom filme, penso em como meu pai gostaria.
Estas coisas são inevitáveis.

Porque o que resta nos nossos corações é o amor que deixamos.
Meus pais souberam ser muito amados, por isso são inesquecíveis pra muitos.

Saudades...

Minha sina será conviver com ela.

Dia 20 será meu aniversário. Terei uma grande comemoração com meus primos em CWB, mas também será um dia triste.
Meu genro embarca pra Irlanda.
Parece piada pronta.
Só que não houve escolha na data, coincidiu.
Estamos aqui contando os dias.

Depois, em dezembro, vai minha filha.
Não gosto de pensar, vai ser duro, nunca nos afastamos mais do que uma semana.
A Jéssica é tão fundamental em minha vida.
Não sei como viverei longe do seu sorriso, da sua alegria... do seu mal humor, lógico, tem um pavio curto igual ao meu.

Vivo um misto de sentimentos.
Tristeza porque viverei com a saudades, pois levará alguns meses até eu poder ir vê-la... ou que ela venha.

Alegria e orgulho porque sei que esta decisão de viver fora do país só irá trazer-lhes vantagens.
Vão estudar, juntar dinheiro...
Sei que se darão bem porque ambos são ambiciosos.

Fico pensando o quanto esta atitude empreendedora traria preocupação aos meus pais, sempre tão protetores!

Sorte que não sou sozinha e tenho uma vida estável ao lado do meu marido.
Porque no início será complicado, mas com o tempo acabamos nos acostumando, afinal, filho a gente cria pro mundo.

Tenho orgulho desta sua atitude e coragem!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Os meus defeitos... e os seus, você encara?

Estes dias estava no supermercado com minha filha e, como faço algumas vezes até por distração, entrava de óculos escuros.
Ela, mais do rapidamente, disse "tira este óculos mãe, fica com cara de metida"... dei risada e "obedeci", pensando...
Dois dias depois estava com aquela roupinha bem de "ficar em casa" com uma enxada - dando uma de pedreiro, como disse meu marido - em frente a minha casa puxando barro por causa de um maldito esgoto que rompeu e fica escorrendo.
No fim, de quase nada adiantou, ganhei uma bolha gigante na mão e dores por todo corpo.
Não pude nem ir pra academia no dia seguinte...ô idade!

Julgamos tanto os outros pelo que nos aparentam sua imagem. Muita gente não admite, mas a real é que quase ninguém consegue fugir desta primeira impressão que o estranho, o "outro" nos causa.
Depois disso fui analisar meu album no orkut, que aliás, é uma vitrine pra gente expor o lado que quiser da sua vida. Já vi alguns que colocam fotos de pessoas mortas, estranhos ou parentes mesmo.
Uma vez vi um album de uma filha que fotografou todo o sofrimento da mãe no hospital, acho que tinha câncer, no final era o velório da pobre senhora.

Bem mórbido... eu já me acho mórbida por estar na PGM...

O meu album, analisando cruamente, diz muito da minha vida, das minhas saudades, dos meus amores, dos meus hobbies, do meu dia a dia.
Parei com aquela história de fotografar tudo e colocar lá.
Acho que se não me conhecesse acharia bem legal, mas metida...rs.
Pelo menos, tem muita gente bonita pra encher os olhos ali...


Julgar os outros é algo errado, mas não consigo fugir de determinadas constatações. Isso é um grande defeito. O mais legal de tudo é que hoje com quase 40 anos - orgulhosamente vividos - consigo analisar várias vezes o mesmo assunto. Até conseguir dar o peso ideal que ele tem em minha vida.
Não me preocupo porque sei que não resolve.

Nem todo mundo consegue esta transformação com o passar da vida. Depende de como enxerga e encara as situações negativas que a vida te impõe. Porque viver sem ter problemas reais é super fácil.

Como era tranquilo ser apenas a filha da Rose e do Ludovico.
Hoje tenho nas mãos as rédeas da minha vida. Se a princípio pensei que pudesse me desesperar, aos poucos as coisas foram se acertando naturalmente.
Acabou aquela época aonde pensava que se algo desse errado, corria pra casa de "papai e mamãe" que tudo estaria bem.
Sorte, tive e ainda tenho MUITA sorte.

Muita gente passa por esta vida sem saber o que é ter um pai e uma mãe de verdade.


Tinha tanto medo deste momento.
Sempre tive medo de imaginar minha vida sem meus pais.

Só assim pra eu crescer de verdade e perder o medo.

Todos nós temos defeitos, não dá para um se sentir melhor que o outro por causa disso ou daquilo.
O que dá é para se sentir superior moralmente.
Não vou ser hipócrita de dizer que não sou uma pessoa melhor do que o cara que vi hoje no noticiário que espancou um RN de 3 meses.


Se ainda fossem capazes de compreender...

Não provoco ninguém, mas não admito que pisem no meu calo.
Errado, afinal, não vale à pena descer a um nível tão baixo e entrar na mesma negatividade de gente tão infeliz e medíocre.
Talvez com o passar da vida, se conseguirem ter uma experiência melhor do que apenas atravessar a ponte da Ilha pro continente, digo e repito, TALVEZ evoluam a massa cinzenta que não serve só pra ter cabelo.

Hoje, ao entrar aqui tinham várias ofensas.
Percebi o rancor e a melancolia guardada em cada palavra, que tentava se esconder atrás da inveja mais pura.
Sabe quando a pessoa joga nas costas do outro suas frustrações? Suas angústias e medos? Lamentável, senti muita pena da demonstração infantil de INVEJA.
Um desfile de palavras de baixo calão, realmente não sei aonde estava com minha cabeça quando fui revidar o despeito.

Não me atingiram em nada, porque quem me conhece sabe que sou bem mais eu.
Não serão comentários de pessoas que não chegam aos meus pés que me abalarão.

Só que sei que são pessoas totalmente do mal, que não medem palavras e não sabem o que dizem mesmo.
Tripudiar uma pessoa que TEVE câncer demonstra apenas o quanto o coração delas está negro e precisa urgente de um bom psiquiatra.

Além de demonstrar que são super contraditórias, quem curte reggae não chega a este ponto, nem quando está muito irada.

Tuas palavras tem poder, mas isso não significa que tua praga caia aonde quer.

Hoje podem estar me tripudiando, mas digo que o cancer não escolhe idade, nem sexo, nem classe social.
Ao invés de despejar a amargura em cima de mim, deveriam pedir que Deus protejesse seus filhos, seus pais, seus amigos.
Vocês mesmas... quem garante que amanhã não poderão estar carecas tomando injeções de quimioterapia?
Eu venci, fui forte, guerreira, muitos me admiram... será que VOCÊS conseguiriam esta paz de espírito num momento tão cruel?


Já pensaram que castigo descobrir que o mal que me rogou caiu em seus filhos?
E você vai lembrar deste momento e pedirá perdão à Deus, tenho certeza.

Tem pensamentos que não deveriam existir, se existem desta forma então é hora de procurar um bom especialista.
Não desejo pra ninguém o que não quero pra mim e pros meus.

Por isso devo ter sido tão bem sucedida em meu tratamento.
Porque Deus sabe, tenho um gênio forte, pavio curto (mas sabe que estou cada vez melhor), mas nunca fui má.
Nunca desejei o mal.
Nunca tentei prejudicar ninguém.
Nunca tripudiei a doença de ninguém.

Não tenho medo de praga, de "olho gordo" porque Deus está comigo e me prova desde o dia em que nasci numa miséria extrema e dois dias depois já tinha outra realidade.
Muito melhor, principalmente porque tive o mais preciso prêmio da minha vida, ser filha de quem sou, ter sido criada e educada por quem fui.
Isso é uma riqueza que ninguém irá conseguir destruir.
Meu caráter, minha educação, minha índole,minha dignidade, minha bondade.
Estas são minhas maiores heranças.

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&

Confesso, tenho um sério problema, além da cara de metida, e da exagerada franqueza, que muitas vezes é má-compreendida por desconhecidos e ignorantes de plantão.

Por isso, quando saio, procuro sorrir sempre.
O sorriso abre portas, traz boas energias.
Gosto de sorrir pra vendedor carrancudo, às vezes consigo um sorrisinho de canto de boca...

Sou grossa, muitas vezes estúpida. Especialmente com minha família.

Sei também enfiar o dedo na ferida do inimigo pra me defender.
Por isso tento nunca reagir, evito confusões, discussões. Não gosto da minha ira, sentimento ruim não é legal.
Até engulo sapos...

Não me lembro a última vez que discuti com alguém. Virtualmente sempre rola, mas não levo isso pra fora do monitor. E as discussões rolam em comunidades de discussões virtuais, adoro debater um tema bom.

Não sou convencida como possa parecer. Sou arrogante com que merece.
Penso assim, se eu não me amar do jeito que sou, me cuidar, me vigiar, quem o fará? Amor próprio em primeiro lugar sim.
Então me acho o máximo, apesar dos defeitos, apesar da "barriguinha", apesar da cirurgia, das estrias e das celulites.
O corpo é uma casca, que deve ser bem cuidada, mas não sou neurótica.
Ficando bem vestida, os detalhes quem está acostumado a ver não tem reclamado.
O Hélio é contra qualquer tipo de cirurgia estética, ainda bem que sou desencanada.
Temo mais por meus pensamentos negativos mais do que pelas minhas unhas mal cuidadas.

Sou bem amada, a mulher quando tem um homem que a ama e confia, sabe bem como é se sentir a última bolachinha do pacote.

Tenho muita coisa pra melhorar, sei que estou no caminho certo.
Que bom se todas as pessoas tivessem esta noção da realidade.
Talvez quando forem mais maduras... e olhe lá!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Como pode?

Alguém pode me explicar de uma maneira bem clara, como um país aonde a desigualdade social é um dos piores abismos entre seus cidadãos, pode se esforçar tanto pra conseguir sediar uma Copa do Mundo de Futebol e hoje, as Olímpiadas de 2016.

"Ah, não seja burra Roseane, isso transformará o turismo, o esporte e ainda criará diversas vagas de emprego"...

Hoje estive lá no Jardim Esperança, aliás, isso é a única coisa que resta pra alguns dali.
Gostei de ver a criançada na rua, soltando pipa, jogando bola, enfim, brincando. No meu tempo também brincávamos na rua... meu bairro era mais residencial. Atualmente não tem como imaginar crianças brincando nestas ruas... cheias de caminhõs (apesar de ser proibido o tráfego) e o pior, cheia de "nóias".
Esta praga da humanidade.

No meio daquela miséria, tenho certeza que se perguntassem se a Copa do Mundo ou as Olimpíadas trarão alguma perspectiva positiva para o futuro, aposto que a resposta seria NÃO.

Vão gastar horrores investindo em transporte coletivo (espero), ginásios, estádios, quadras, alojamentos, mas ainda vão faltar comida na mesa dos nordestinos.
Ainda veremos notícias de pessoas desesperadas porque perderam um ente querido sem atendimento público.
Muitos ainda irão sucumbir ao vício do crack e da bebida, sem uma ação eficiente do Governo.
Prioridade deveria se comida na mesa dos mais carentes, depois saúde pra população em geral.
Recentemente soubemos que muitos doentes de cancer não estavam recebendo seus medicamentos.

Todos os dias nos noticiários manchetes estarrecedoras nos chegam... crianças morrendo de fome, falta de atendimento nos hospitais, crimes hediondos que tem relação com esta desigualdade social em que vivemos.

E o que o governo faz?

Nada.

Triste.

Um país aonde ainda tem gente passando fome não poderia jamais pensar em sediar um evento destes...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sai de retro...

Não gosto de gente ignorante, não mesmo.
Fiz questão de aceitar os comentários anônimos em uma postagem sobre inveja pra provar que realmente não me acho, são estes urubus que ME ACHAM.

Não gostam de mim, não conseguem se quer comentar de uma maneira culta e produtiva minhas postagens e depois a culpa é minha.

O povo vive "urubuzando" meu Orkut e a culpa é minha. Imagina, mais de 50 visualizações sempre... que ibope!

Desculpem mal amadas de plantão, barangas, mocréias e burrinhos.

Este aqui é o meu espaço, sempre gostei de escrever, muita gente me incentiva e independente da inveja e do rancor alheio, não vou me esconder porque algumas pessoas entendem que falar de fatos difíceis é se fazer de coitadinha...eu?

Coitada porque? Não tenho motivos. Não passo necessidade, tenho minha casa própria, saúde novamente, minha família está bem, tenho amigos na medida certa... sou inteligente e bonita.

Isso aqui é realidade pura, sem maquiagem, sem hipocrisia (palavra que alguns pelo jeito não sabem definir). Não é capz de entender? Vaza... procura um site de fofocas de celebridades.

Que bom que tenho tantas histórias pra contar. Por mais que algumas sejam tristes, o final de todas é sempre satisfatório.
A vida não é só alegria do mesmo jeito que problema não se resume a ter ou não 50 reais pra curtir uma noite.

Ao invés de se tornar alguém despeitada e invejosa faça uma coisinha: reze. Peça perdão e proteção, porque tudo de ruim que quer jogar contra mim irá voltar em dobro pra você. Sempre. Pode ter certeza absoluta.

Programa Voz do Litoral

Paranaguá é uma cidade pitoresca. Enquanto outros municípios tem que se contentar com jornais impressos e emissoras de rádio, nós, além de tudo isso, temos também a "sorte" de termos uma televisão local.

Sorte? Será mesmo?

Não sou a pessoa mais inteligente do munco, com certeza, mas também não sou a mais burra.
Todos os dias a gente "tenta" assistir a este jornal que passa na hora do almoço.
Confesso que o apresentador enquanto radialista de um jornal da manhã, até que vai bem, não chega aos pés dos irmãos Mikosz, nem do que era o Antonio Pioli, mas dá pra enquadrá-lo no quesito "suportável".
Deixa um pouco a desejar porque as entrevistas sempre deixam de informar algo ou são um pouco enroladas.

Já na televisão o cara se transforma.
Quando não destila seu vocabulário pobre pra atacar os infratores, está fazendo brincadeirinhas sem graça... pelo menos pra os telespectadores.
Piadinhas que vão desde falar da faxineira ao pé descalço de um câmera.
A jornalista que faz as matérias então é uma pessoa tão sem imaginação que recentemente conseguiu fazer a seguinte pergunta para mulheres que estavam se arrumando pra um casamento comunitário: "você está feliz"?
Repetiu esta pergunta pra todas as 4 ou 5 que entrevistou.
Acredito que seja por "gênios" como ela que a exigência de diploma universitário tenha caído.
Simplesmente não dá pra elogiar absolutamente nada deste jornal, apenas lamentar a reunião de tantas pessoas incompetentes no mesmo espaço.

O mais triste é pensar que estamos desperdiçando espaço e tempo.
Poderiam estar diariamente dando notícias de verdade, mas não. Todos os dias é um tal de mostrar a prisão de "pés de chinelo", "nóias"... todo santo dia é isso. Só isso.
Raramente conseguem dar uma informação interessante.
Querem imitar o estilo do apresentador Ratinho (dono da emissora), mas por mais que não seja do meu agrado, admito que ele tem suas qualidades. Se perde muitas vezes, mas dentro do estilo sensacionalista consegue passar sua mensagem.

Muitas vezes, passam mais de 15 minutos "pagando sapo" um com o outro. E umas brincadeirinhas tão toscas.
Aí quando pensamos que vem uma matéria, lá vem um merchandiser... "Cogumelo Caiçara", "Mazur", "Maxi Mundial"... e dá-lhe piadinhas sem graça do Tony Lagos.

Isso quando não mostram feridas de presos, cuecas "borradas"... é um festival de porcarias.
Nada é elogiável. Nada.
Eu vejo porque meu marido é como todos os homens, dono do controle remoto, não consegue assistir um comercial sem dar uma "banda" em todos os canais.

Uma pena que até nisso Paranaguá seja prejudicada.
Tantas notícias, tantas formas de se usar racionalmente a televisão pra ajudar a população, mas não. Para eles o programa é só deles, enquanto se sentem "engraçados" e "espertos" tá bom.
Meu pai achava o cúmulo da burrice este programa.
A maioria dos meus amigos também concordam com isso.

Tanta coisa poderia ser feita pra ajudar a comunidade. Porém, acredito que atrapalhem mais que ajudam.
Ficam fazendo aquele assistencialismo barato, forçado... deprimente.

Deprimente... é esta a palavra que resume o que faz o Tony, a Diana, o tal do Paulo, etc...

Sem contar que o programa tem o nome errado.

Deveria ser o "Lixo de Paranaguá", porque de voz não tem nada, e litoral não sei se eles sabem mas vai além desta cidade...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Boas palavras...



Estava na academia nesta segunda-feira, quando uma moça se aproxima e diz que gostaria de agradecer a homenagem que fiz neste blog, quando seu marido perdeu a vida estupidamente num acidente de moto. Isso foi em fevereiro deste ano.
Fiquei tão emocionada de olhar pro seu rosto jovem e tão sofrido. O rosto que conhecia apenas por fotos.

Apesar de estar reagindo, em parte porque tem uma filhinha que se não me engano deve ter uns 9 meses, fica evidente que por trás daquela beleza se esconde um coração triste, perdido.
Disse-me que ainda é muito difícil, neste momento seus olhos encheram-se de lágrimas, seguidos pelos meus... perder pessoas que amamos muito é algo que temos em comum.
Ela me convidou pra aparecer em seu apartamento.
Fiquei tão feliz em pensar que por alguns instantes, mesmo sendo uma desconhecida, consegui lhe dizer palavras que a reconfortaram.
Se não fosse assim este momento não teria acontecido.
Foi tão gratificante saber que mesmo sem conhecê-la, naquele momento de choque, consegui lhe dar um abraço, um beijo... através de um texto.
Que dádiva divina quando conseguimos usar as palavras no tom certo, da forma mais delicada e sincera para abrandar um pouco a dor de quem sofre.

Todos os dias pessoas perdem a vida, seja por doenças, acidentes, crimes.
É algo banal, a morte faz parte da vida, nossa vida é frágil.
Foi por alguns segundos que o Fabiano acelerou (mais uma vez) sua moto naquele dia, um gesto habitual, com toda a certeza de quem sabia o que estava fazendo. Só não contava com o descuido de outro motorista que atravessou sua frente. Em questão de minutos sua vida começou a lhe escapar...

Até o deixar de vez.

Quantos sonhos terminam quando alguém morre?
Quantas vidas são modificadas?
Existe uma forma de morrer sem causar sofrimento?

Só consigo pensar e aceitar tudo isso com uma visão bem espírita.
Não existe esta morte, não acabou nada.
Porque como refletiu meu pai, já viúvo, se fosse assim, que graça teria?

Por isso é tão essencial procurar aproveitar todos os momentos da vida ao lado dos que amamos.
Uma porcaria, mas nunca sabemos se a vítima de amanhã não poderá ser a gente... ou... melhor nem pensar!

Difícil a vida da Raquel sem o Fabiano, seu amor de toda uma vida (por mais curta que tenha sido), mas acredito que nada é por acaso. Ela ficou com uma sementinha (foto) que está aí pra lembrá-la diariamente que a vida vale muito à pena, apesar de todos os percalços.
Apesar de ser muito difícil entender.
O jeito é não questionar. Fazer o que ela está fazendo, reagir e crer que há muito mais motivos pra sorrir e que um dia o sol voltará a brilhar com toda sua intensidade.

E plante o bem, cuide-se, seja caridoso, não prejudique ninguém.

Eu sinto que vai nascer uma amizade...

sábado, 19 de setembro de 2009

A delícia de saber estar só...

Sábado à noite, 22h, estou sozinha ouvindo neste exato instante Elizete Cardoso. Existe coisa melhor do que ter a liberdade de curtir alguns momentos consigo mesma?
A solidão é proveitosa quando é uma opção, não uma conseqüência.

Eu aprendi a ficar sozinha quando fui obrigada a sair da casa dos meus pais, devido a agressividade doentia do meu "irmão".
No começo foi difícil, me sentia muito mal, deprimida, angustiada.
Não me sentia bem de forma alguma.

Aos poucos fui aprendendo.

Hoje tenho uma vida tão estável, depois de tantas coisas difíceis, não vejo graça em sair de casa sem estar com vontade.
Amanhã pretendo acordar cedo, caminhar com as cadelas, preparar alguns espetinhos pro churrasco do almoço. Ainda quero deixar a sobremesa pronta, um brigadeirão básico. Basicamente engordativo.
Não ligo, não faço regime, gostamos de comer bem aqui em casa e cozinho cada vez melhor, também sou "modeeeeeesta"...
A vida pra mim é algo simples, reunir minha família em volta de uma mesa pra comer a comida preparada por mim com todo carinho é algo que dinheiro nenhum no mundo compra.

Tudo na vida da gente é fase.
Lembro que com 20 e poucos anos, se tinha que ficar um sábado em casa, não conseguia nem dormir direito. Pensava que estavam todos aproveitando e eu lá enfurnada, sem ter com quem sair. Porque sair sozinha nunca foi comigo. Na praia era normal, mas aqui nunca.
Todos os shows que tinham eu ia. Também era mais fácil, morava em Curitiba.
Não preciso nem dizer que aqui em Paranaguá só tem show de Fernando e Sorocaba, Hugo Pena e sabe Deus quem... Mc Creu...
Também não me animo sabendo quem são as pessoas que encontrarei, as cenas que observarei e muito menos, aguentar os papinhos e os bêbados xaropes.

"Minha casa é meu reino", já dizia a canção.

Muitas vezes é melhor estar só do que mal acompanhado, a solidão é um refresco.

Aprenda a se amar e a conviver com você. Reflita nestes momentos e agradeça ao universo, à Deus se acredita. Pense o quanto é bom poder estar no silêncio do seu lar. Peça apenas proteção para os seus e pra si.

E acredite, tudo vai dar certo!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

As palavras...

Imagine a seguinte situação, algém lhe sugere que apareça numa reunião familiar pra mostar suas mercadorias. A pessoa que sugere faz parte desta família, mas mesmo conhecendo desde que nasceu todos, você como tem "semancol" decide perguntar pra outro membro (com quem você tem mais liberdade) qual a sua opinião. Ainda toma cuidado de dizer que não quer ser "entrona" para que sinta-se a vontade de dizer não.

Imagine a seguinte resposta:

"Não querida, o encontro é bem íntimo, só pra nossa família mesmo, não acho legal ficar vendendo jóias, mas sábado sempre estamos reunidas então poderia aparecer. Desculpe, espero que entenda".

Compreensível né? Não magoaria ninguém, seria sincero e bem direto.

Agora imagine desta forma:

" Não e não, é um encontro de família, só pra minhas irmãs, não tem nada haver ficar vendendo jóias, além disso, minha irmã está vindo de Curitiba pra contar sobre sua viagem. Se quiser vender pra fulana liga pra ela, o número é tal, mas quinta não".

É a mesma coisa dita de forma diferente.
Aconteceu comigo esta semana.
Desde domingo parece que estou com uma "zica", primeiro foi aquela infeliz na casa da minha sogra, aí veio a ex-empregada que se fazia de gente boa e resolveu colocar as garras pra fora.
Pra encerrar com chave de ouro esta minha "amiga" faz isso.

Coloquei pra ela que fiquei chateada pela maneira como ela se expressou, mas sabe como são as pessoas arrogantes, falou que eu teria dois trabalhos, ficar chateada e "desficar", se eu preferia que ela tivesse mentido, enfim, disse que eu sempre fui assim, faço tempestade em copo dágua, se sou contrariado vou com duas pedras na mão. Depois fiquei pensando porque perdi meu tempo, afinal, a família no geral nunca admite um erro. Acredito que a palavra "desculpa" não faça parte do vocabulário deles.
São pessoas muito boas, mas não enxergam seus defeitos.

Sei que sou bem osso duro, mas depois que fiquei doente aprendi a não ficar brigando à toa com ninguém, mas também sei o quanto ficar guardando faz mal.
Não quis brigar, tentei apenas mostrar que existem maneiras e maneiras de se dizer a mesma coisa. Até agora ela não me compreendeu, ficamos num bate-boca (via depoimento de orkut) totalmente desnecessário. Ambas achamos que temos razão.

Claro que EU tenho razão.
Ela disse que eu interpretei o texto erroneamente, claro, ela deu margem pra isso.
Não adianta, escrever é um dom.
Não basta ter pós-graduação, doutorado...se ao escrever não percebe o impacto das palavras.

Palavras são assim, servem pra unir ou pra nos separar.
Podem nos emocionar ou apenas nos indignar.
Pode ser mais agressiva que um tapa na cara.
Alguns mudam seus conceitos ao ler artigos bem escritos.
Outros reforçam suas idéias quando se deparam com alguns absurdos.

Palavra falada é diferente de palavra escrita.
Você pode dar uma péssima notícia na medida certa se souber como falar, que tom usar.
Ou pode ser extremamente frio se preferir ser rápido e sucinto ao colocá-las no papel, como esta pessoa, sei que não fez por mal, mas com quase 40 anos ela deveria ter aprendido a lidar com as pessoas.

A palavra une e separa.
Promove encontros e desavenças.
Acalenta, consola, mas também destrói, mata.

Tome muito cuidado com o que você fala, especialmente com o que escreve.
Releia seu texto diversas vezes antes de encaminhá-lo.
Às vezes a gente não quer ser grosseiro, mas por pressa e desatenção acaba sendo.

Pense nisso! E boa sorte!

domingo, 13 de setembro de 2009

A arte de engolir sapos

Sabe o que leva uma pessoa totalmente pavio curto a engolir um baita sapo quietinha?
A educação e o respeito por outros.
Um dia fui visitar minha afilhada, a tia dela que acha lindo ser barraqueira ficou quase uma hora contando de brigas que ela teve com os vizinhos, sempre terminando a frase com um "comigo não".
Faziam alguns anos que não ia lá. Pretendo ficar mais alguns novamente.

Eu evito. Simplesmente porque não sei discutir sem pisar. Isso, obviamente, não me faz bem.

Detesto mas evito confrontos.
Tem uma pessoa cruzando meu caminho que anda me cutucando. Esta pessoa é alguém que sabe que a mim não engana. Pode se fazer de gente boa, de coitadinha, de solitária. Ela não tem amigos, o ex-marido dizem que enlouqueceu porque a pegou na cama com outro, as filhas a abandonaram.
Além disso, ela é chata, burra, inconveniente e espaçosa.
Desconfio que está tendo um caso com alguém bem próximo...
Um dia, sei que a máscara cairá... se até as filhas enxergaram... um dia minha sogra também há de ver.

E hoje é o dia do abuso.
Pedi pra uma garota fazer umas faxinas aqui em troca de roupa da loja. A primeira vez até que caprichou.
Na segunda tive que lhe dar uns toques.
Na terceira notei o quanto ela demorava... nem ficava tão limpo assim.
Na quarta pedi novamente pra que tivesse cuidado com a limpeza do banheiro, mas quando chego pra verificar até o cabelo no ralo continua no mesmo lugar. Quem dirá o limo.
Ontem lhe dei um $ e pedi pra minha filha dar apenas uma baby look. Hoje ela simplesmente me intimou.
Jogou na minha cara que o que fazia não era brincadeira.
Que ela tinha o direito de escolher o que levar.
Que eu lhe dei peças caras até então, ela não lembrou.
Além de uma bota semi-nova, roupas iradas da Jéssica, quase novas. Coisa que nem se fosse pra comprar em brexó ela teria direito.

Outra vez foi uma outra ex-empregada da minha mãe que levou todas as roupas que foram do meu pai, máquina de lavar além de dinheiro. Um dia também lhe dei nosso fogão velho. Em troca de faxina, sempre... ainda emprestei duas cadeiras de plástico.
Nunca mais esta vaca apareceu.

Pra uma outra dei duas bikes velhas... pedi apenas uma boa faxina.
Estou esperando até hoje.

Só quebro a cara com esta gente. Você dá a mão, querem teu braço.

O importante é que agora estou fazendo musculação novamente e a dor na coluna está diminuindo.
Não vou nunca mais pedir favor pra ninguém. Quando eu precisar, pago.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Um ano...

Pois é, o tempo passa e de repente você não faz parte da grande maioria que se preocupa aonde irá passar seu feriado de 7 de setembro. Agora você pensa como irá passá-lo.
Datas, números, servem apenas pra marcarmos um tempo.
Lidar com perdas nunca é simples.
Agora o dia 7 de setembro o dia de aniversário de morte do meu pai, o da mãe é no dia 12 de junho, justamente dia dos namorados. Seria a data que escolhi pra contar os anos de relação com o Hélio, já que a gente não sabe bem quando começamos. Agora quando chega em junho apenas adiciono mais um ano, desisti do dia 12.

Não consegui ir ao cemitério no dia dos pais, foi um dia esquisito, passei o dia de pijama, não quis sair.
Sempre curti estas datas, podia recebê-los em casa com um delicioso almoço. Muitas vezes tinha que insistir, pois devido a saúde debilitada de ambos preferiam sempre ficar em casa.
Faziam um esforço, vinham, eram sempre presenteados, amados, beijados e passávamos uma tarde muito boa. Sei que adoravam isto. Daí no meio da tarde o pai olhava pra mãe e dizia "vamos meu bem?", às vezes ela ganhava mais alguns minutos, às vezes ia rapidinho... sem nunca deixar de levar os potinhos pra comerem mais tarde... e também pro Eduardo de quem minha mãe nunca esquecia.
Infelizmente, das poucas vezes que me lembro dele participando sempre me vem a imagem dele provocando a Jéssica, ridicularizando minha mãe, reclamando... nunca soube viver conosco. Agora deve estar bom sozinho.

Agora são 13:02, há um ano o pai estava vivo ainda.
Sua última refeição foi uma carne móída misturadinha com arroz e uma saladinha, totalmente sem sal por causa da pressão. E ele sempre dizia que estava ótimo, achava que atrapalhava-me porque eu fazia tudo separadinho. Tadinho do meu pai, sempre foi tão bonzinho.
Lembro que servi seu prato em cima da penteadeira no quarto deles. Então fomos almoçar na minha sogra.
Senti aquele dia estranho, sentia-me inquieta, mas como sempre tive estas coisas não soube entender.
O pai foi lá na Difusora, participou ironicamente de seu último programa de rádio ao vivo, graças ao Mozar, pessoa que ele iniciou e de quem sentia orgulho e recebia gratidão.
Agora à pouco ouvi novamente. Ter pai radialista faz com quem a gente fique com um acervo enorme de voz.
Fico pensando, meus pais morreram de enfarte com o mesmo médico.
Não, não e não. Não gosto de pensar nisso.
Uma das maneiras de não sofrer é evitar pensar demais naqueles que se foram.
Passado um ano da partida dele, ainda dói demais determinadas lembranças. Principalmente aquelas que se relacionam com os fatos da morte.
O momento em que ele chegou passando mal, as últimas palavras dele de dor. Se engana quem diga que quer morrer de enfarte pra não sofrer. O pai gritava de dor, meu Deus, horrível ter esta lembrança.
Por isso que evito ficar lembrando muito. Porque fatalmente ainda caio neste buraco negro.
Só que hoje é um dia de relembrar.
Sábado já tinha ido lá no cemitério pra limpar o túmulo.
Hoje levei um vaso.
Um ano...sei que muitos já o esqueceram.
Eu e muitos, nunca iremos.
Acredito que algum dia alguém vai lembrar e imortalizá-lo dando nome a algum prédio público.
Ou será que nossa cidade é tão ingrata?
Não importa. Como eu disse pra eles hoje, azar desta cidade que os perdeu.

Eu tive sorte demais. Com tanta desunião, interesse, discórdia e falsidade, cresci cercada de amor de pessoas totalmente desprendidas.
Eu errei muito quando perdi este tempo precioso brigando, sendo egoísta, sendo revoltada, mas isso compreendo agora que sou adulta.
Tinham muitos fantasmas que me atormentavam, ainda bem que meus pais sempre entenderam isso.

Um ano...

É só uma marcação mesmo, mas hoje é o dia em que preciso enfrentar as lembranças, dar vazão à saudade... não tem jeito.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Lixeira e cesto de lixo


Estes dias estava em frente de casa quando vi uma mãe ensinando seu filho pequeno a não jogar o papel de bala no chão. Seria uma lição de educação e cidadania se ela não tivesse incentivado-o a colocar no meu cesto de lixo. Ela mal deu dez passos e o papel voou com uma rajada de vento mais forte, óbvio.
Não disse nada, apenas aproveitei para recolher pacotes de bolacha, copos descartáveis, de salgadinho que da mesma forma foram colocados no mesmo local. Fiquei pensando comigo, seria burrice, preguiça ou cara-de-pau mesmo? Não é possível que você coloque seu lixo numa cesta própria para embalagens fechadas e ache que está agindo como um verdadeiro cidadão. Será que não dá pra parar e pensar que jogar ali ou diretamente no chão é a mesma coisa?
Eu moro ao lado de uma faculdade particular, então a questão não é cultural.
Lixeira é lixeira, cesto de lixo é cesto de lixo.
A prefeitura recolhe o lixo colocado nas lixeiras espalhadas pela cidade. Aliás, existiam bem mais, mas os vânadalos foram destruindo uma a uma. Hoje é difícil encontrar alguma aqui perto.
Já o que fica em volta do cesto domiciliar quem recolhe são os donos da casa normalmente.
Desde cedo não jogo lixo no chão ou pela janela do carro, fui educada pelos meus pais, não apenas criada. Então, quando não encontro aonde jogar o papel de bala, eu guardo na bolsa, no bolso ou carrego na mão mesmo.
Quem se faz de desentendido e coloca seu papelzinho em cestas de lixo está enganando apenas a si mesmo, pois sua atitude contriubui pra deixar as ruas e calçadas mais feias e de quebra ainda ajuda a entupir os bueiros, o que causa alagamento.
Por isso é importante que repensemos cada atitude, especialmente quando isto implica no bem-estar da comunidade.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Enfrente a vida!

A semana iniciou perfeita, um lindo céu azul, um sol maravilhoso e até com um pouco de calor. Faço parte das pessoas quem contemplam à Natureza e conseguem sentir uma força divina em perfeita harmonia.
Gosto de pensar que é bom poder ter saúde, caminhar, respirar. Procuro sorrir sempre, inclusive às pessoas que estão carrancudas.
Sentir-se feliz é um exercício diário, pois o mundo anda tão perverso que às vezes a gente até pensa "seria justo sentir-se tão bem enquanto tantos sofrem?". Eu me sinto egoísta. No meio da manhã recebi um telefonema informando de um acidente grave com um membro da nossa família. Acidente doméstico com óleo quente. Justamente com a filha do meu primo que é como um irmão. Rezei muito, pedi pros meus pais ficarem ao seu lado. Imagino o trauma de todos. Passei por trauma semelhante quando vi meu pai falecendo. Pedi pro meu primo pensar que o melhor era que ela estava viva, que seu rostinho de princesa havia sido conservado e que graças à Deus ela estava com 3 blusas, o que a protejeu do pior. O tratamento será longo, cheio de altos e baixos. Já convivi com a dor de ver amigos queimados. Foi na década de 80 em uma famosa pizzaria daqui. Não foi fácil, mas ambos estão muito bem e sem nenhuma marca.
São coisas que podem acontecer com qualquer pessoa. Todos os dias crianças se queimam, se afogam, se acidentam. Por isso não deveríamos ficar perdendo tempo com coisas que realmente não são relevantes. Eu fujo da depressão, foi justamente na adolescência que ela manifestou-se mais fortemente. A depressão não tem cura, mas consigo conviver com ela apenas guiando minha mente para o lado colorida da vida.
Não é fácil? Nada é. Só que se ao invés de revoltar-se toda vez que a vida lhe aplicar um golpe, um revés, se você simplesmente aceita como uma etapa, difícil mas transponível, aposto que é mais fácil. Fiz assim quando tive câncer.
Estes dias ouvi uma cinqüentona justificando que seu gênio difícil era em decorrência da educação severa que teve na infância, disse pra filha que simplesmente a pessoa não muda de uma hora pra outra. Fiquei chocada e com pena. Tudo bem que determinados comportamentos e atitudes não mudam com o decorrer dos anos - em algumas pessoas - mas certamente o ser humano vive em constante mutação.
Mudamos com o decorrer da vida, como diz o cantor Marcelo D2, nos desenvolvemos e evoluímos com nossos filhos. Não acho aceitável a pessoa que se conforma em ser chata, desagradável, mesquinha e inconveniente porque acredita que se nasceu assim é assim que morrerá. Então creio que seja uma pedra? Pedras ficam paradas no mesmo lugar e com a mesma forma.
Ainda bem que mudamos. Imagine se todos fossemos exatamente iguais a vida inteira? Se nossa civilização vivesse isolada na Amazônia, sem contato com o mundo exterior, apenas vivendo da caça, da pesca e da colheita, criando nossos próprios rituais e exaltando nossos deuses, até entenderia alguém dizer que ninguém muda.
Há menos de 15 anos eu andava toda de preto, ouvia muito ACDC, Metallica, etc. Odiava pagode, reggae, axé e esta cidade. Fazia questão de ir às ruas no Carnaval vestida como uma Mortícia e com o mesmo astral. Achava que não podia nem sorrir pra não ser confundida com uma foliã. Meu figurino preferido era um vestido preto comprido, meu tênis preto de plataforma que mandei colocar no Aquino em Curitiba e uma meia preta do meu pai, de quem eventualmente usava blusas de lã, camisas xadrez. Claro, este figurino era odiado aqui em casa.
De lá pra cá muita coisa mudou, casei com um guitarrista de banda de reggae, meu guarda-roupa é hiper colorido, sou alguém bem mais leve e deixei de odiar a cidade aonde nasci. Até ouço um heavy metal quando estou sozinha em casa. Continuo odiando carnaval, mas agora evito e pagode e axé também.
Aprendi a não reclamar de tudo como fazia. Hoje percebo o quanto sou felizarda por viver numa cidade basicamente tranqüila. Existe criminalidade, eu sei disso, mas enquanto me sentir segura é aqui que ficarei. É um privilégio poder olhar pro rio Itiberê, sentir aquela brisa, ver golfinhos na baía em frente ao trapiche do Rocio.
Não deixe de pensar nas coisas que você tem, não aceite seus defeitos como definitivos.
Acredite em você, no seu potencial, tudo pode se transformar, sua mente, seu corpo. Basta querer e acreditar. Tenho certeza que como eu você irá conseguir. E pra família do meu primo desejo fé e confiança!

Boa sorte!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O fechamento da Vibe Nativa

Não lembro ao certo qual foi o último dia de funcionamento da loja, mas já tem mais de um mês com certeza. Confesso que foi difícil reconhecer que não deu certo, afinal, investi tempo e dinheiro neste sonho.
Foi um momento péssimo da minha vida quando tomei esta decisão. Tinha perdido minha mãe, estava reaprendendo a conviver com meu pai... e sofrendo por esta mudança. Quis muito que tivesse dado certo, precisava desesperadamente trazer um motivo positivo pra vida do meu pai... não consegui.

Tentei usar bem o dinheiro que recebi. Antes tivesse comprado um carro.

Fechar a loja me trouxe certo alívio. Deveria ter pensado melhor, se eu queria mesmo ter que cumprir horário, ter que abrir sábado, enfim, se queria ficar presa. Nunca quis.
Deus abriu uma porta pra mim quando colocou meus fornecedores de prata em contato comigo.
Eu quase dormia na loja, por dias não entrava ninguém.
Com as pratas eu vou até os clientes, posso aproveitar todas as situações, tenho um retorno muito bom.
Num dia de chuva e frio como hoje, posso ficar deitada na minha cama, com lap top, super sossegada. Não levanto nem pra atender telefone. Se minha filha quiser falar comigo liga no celular. Os amigos também.

Fico imaginando no verão. Vou poder ir muito à piscina. Farei meu horário. Só de pensar isso já me sinto animada.
A loja só me atrapalhava, além de não me trazer retorno.

O importante pra mim é ser feliz. Não éo dinheiro que traz isso, embora ajude.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Saudosismo...





Não foi só o desaparecimento repentino e o vazio que a morte de Michael Jackson deixou. Fica uma sensação de que as coisas realmente boas ficaram no passado (artisticamente falando).
Quando vai aparecer um novo Michael?
Ou um Cazuza, Renato Russo?
Fora Cássia, Elvis, Janis, Raul, Chico Science?

Percebemos que não é só a violência exarcebada que toma conta da sociedade, mas aos poucos vamos notando que as coisas são bem mais complexas.
Eu tenho um pouco de dor no peito porque sinto uma grande saudade dos meus pais.
Isso é normal para quem tve pais maravilhosos.

Ouvir as músicas de Michael, vê-lo dançar, reacendeu aquela chama dos anos 80. Como tudo era tão diferente, era mais puro, tinha uma certa magia.

Não há novas revelações, nem novidades.

Não havia chorado, mas no funeral dele há dois dias, me emocionei bastante.
É tão triste perceber que apesar do jeito esquisito pode ter sido umas das pessoas mais injustiçadas deste mundo.
Percebi que havia certo desconforto entre seus irmãos, talvez sentimento de culpa, não sei.

Michael foi um gênio incomparável, um músico excepcional e talentoso.
Alguém com traumas profundos, medos, angústias...
Difícil conciliar o sucesso com sentimentos tão contraditórios.

Espero que encontre a paz.

sábado, 27 de junho de 2009

Adeus Michael Jackson!




Ben (tradução)

Ben, nós dois não precisamos mais procurar
Nós dois achamos o que estávamos procurando

Com um amigo para chamar de meu
Nunca estarei sozinho
E você, meu amigo, verá
Que tem um amigo em mim
Ben, você está sempre correndo aqui e ali
Você sente que não é querido em lugar algum
Se algum dia você olhar para trás

E não gostar do que você achar
Há algo que você deveria saber
Você tem um lugar para ir
Eu costumava dizer "eu" e "eu"

Agora é nós, agora é nós
Ben, a maioria das pessoas mandaria você embora
Eu não escuto uma palavra do que eles dizem
Eles não vêem você como eu vejo
Eu gostaria que eles tentassem
Tenho certeza de que eles pensariam novamente
Se eles tivessem um amigo como o Ben

Como o Ben...

Quando tinha cinco anos lembro de um filme que passava com uma certa freqüência na TV. Era a história da amizade de um menino com um ratinho. Venceram preconceitos, davam aula de companheirismo e fidelidade.
Apesar do filme ter um final triste (a população extermina com os ratos), ao menos Ben aparecia na última cena, todo "esmilinguido" para alegria do menino e de todos nós. A frase final do menino era "eu vou cuidar de você meu amigo e vai ficar bom"... que duvidaria?
Michael Jakson interpretava a música. Pra mim até hoje é uma música que acalenta meu coração, enche-me de lembranças (BOAS), traz de volta uma outra época.
Parece que me enxergo pequenina deita no colchão do chão do lado da cama dos meus pais, porque costumávamos ver televisão juntos...

Minha adolescência foi nos anos 80, lembro que as músicas mais românticas eram sempre de Michael. Embora eu usasse aquelas roupinhas ridículas da época (verde com laranja, ombreiras, babados, calças no pescoço de tão altas) achava o estilo dele muito forçado... e brega! Tinha gente que deixava o cabelo igual, tinha a mesma jaqueta de Thriller.
Agora até entendo que a roupa que usava nos shows era só um figurino. Se bem que nunca o vi com uma roupa legal...
Talvez por isso eu não fosse fão de carteirinha dele.

Aos poucos as esquisitices, bizarrices e acusações de pedofilia foram tomando conta da mídia.
Passei a desprezá-lo. Eu e mais alguns milhões pelo mundo.

Há algum tempo parei com isso. Extamente quando ele fez um acordo milionário com a família do garoto e apareceu na TV pra dizer que não desprezava os negros, mas tinha vitiligo.
Pensando bem, pelas suas atitudes humanitárias não dá pra acreditar que aquela brancura toda fosse algum tratamento. Primeiro porque aquela cor não é de um ser normal, cheio de saúde.
O cara escreveu "We are the world", pô!

Sim, tinha muita coisa de esquisito em sua personalidade.
O que sabemos da vida dele? Era negro, pobre, apanhava do pai, parece até que foi molestado, causava inveja com seu talento nos irmãos mais velhos.
Foi um dos mais bem sucedidos artistas musicais no mundo todo.
Acumulou e gastou milhões de dólares comprando TUDO o que o dinheiro poderia comprar.
Poderia ter morrido de overdose de drogas, afinal, quantos astros não se foram assim?

Páre por um instante e reflita, coloque-se em seu lugar. De repente o mundo todo te ama, você causa histeria por onde passa. Todos querem te conhecer, estar ao seu lado.
Depois de ter sido tão humilhado no começo da vida, de ter sido tantas vezes xingado pela aparência, pela sua cor, pelo seu nariz...
O mundo que formou a criança Michael o fez odiar-se. O racismo e o bulling fazem isso com qualquer pessoa. Hoje sabemos bem sobre o assunto.

Então o menino que se sentia feio de repente tem dinheiro pra mudar sua realidade. E foi atrás disso, pois não gostava da sua imagem. Tem feridas que nunca cicatrizam...

Tudo tornou-se uma compulsão, as intervenções cirúrgicas, a dependência por remédios... faltava algo pro astro. Era só, tinha uma família na qual não podia confiar.
Talvez fosse homossexual e nunca tenha tido coragem de assumir.
Talvez seus dramas pessoais nunca o deixassem em paz.

Pedófilo? Será? Nada foi provado. A família que o acusou aceitou um acerto, será que nos tribunais não levariam muito mais? Nunca apareceram outras vítimas? Estranho isso... mais estranho ele ter tido coragem de dizer na TV que dormia com crianças, mas não fazia sexo com elas... tinha um parque gigante em casa, dizia-se Peter Pan... atitudes não-normais.
Não acredito que ele fosse pedófilo, mas alguém com transtorno.

Michael foi sugado por muitas pessoas. Ele sabia que era cercado por vampiros. Sabia também que seu talento resumia-se a cantar, dançar, compor e produzir.
Não comandava sua agenda, não gerenciava seus negócios. Era um sem noção...era...

Impossível ouvir algumas de suas músicas e não emocionar-se ou mexer os pés pra acompanhar o ritmo.
Pelo menos isso será eterno, sua obra jamais acabará.

Pensei até que ele pudesse estar fazendo uma jogada de marketing, mas será que seria assim tão doido?

Pena que estes gênios estão indo embora e não aparecem outros pra substituírem. É bem triste pensar que os adolescentes de hoje tem que aturar Justin Timbelake e Britney Spears...

Que Deus receba Michael Jackson que para mim foi um menino muito infeliz, perdido e sozinho...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

12 de junho de 2009 - 2 anos sem minha mãe amada







Domingo passado, dia 7, fez 9 meses do meu pai. Sua partida ainda é um trauma difícil de esquecer, pois eu o vi tendo o enfarte fulminante. Engana-se quem pensa que não sofre. Sofre sim... e muito.

Pensando no acidente do airbus que semana passada matou quase 250 pessoas, caindo em alto-mar, refleti sobre a morte e seus rituais.
A princípio pensei que se de repente não encontrassem todos os corpos (quase impossível mesmo), pelo menos sobraria as lembranças da pessoa viva pra família.
Só que cheguei a conclusão que isto é besteira. Ficará sempre a dúvida de saber se o seu ente sofreu ou não.

Eu vi minha mãe viva pela última vez no dia 11/06/07. Ela estava internada na Santa Casa. Fomos eu e meu pai vê-la. Como a baixinha estava bem. Muito alegre, cheia de esperanças de sair dali e melhorar sua saúde. Estava sensibilizada com a moça do leito ao lado, tinha tido um AVC, só tinha uma irmã na vida. Então a mãe contou que ajudou-a durante a noite com o soro. Minha mãe e meu pai eram fantásticos, preocupavam-se mais com os outros do que consigo.

Embora eu tenha esta grande saudade, ainda acredito que a vida me reserve momentos maravilhosos.
Porque sempre tive muita sorte, sempre entendi que Deus era por mim, mesmo quando tudo vem contra.
O fato de eu ter sido escolhida pra viver com estas pessoas tão especiais já me torna alguém de sorte inigualável. Não é em qualquer esquina que encontramos uma Rose e um Ludovico.
Fico triste porque queria que nos vissem neste momento. A Jéssica se tornando uma mulher bem sucedida, decidida e íntegra. Imagino o quanto minha mãe não "babaria" em cima dela. Meu pai também, claro.
Queria que vissem que pela primeira vez na vida estou trabalhando em algo que eu gosto.

Viver sem nossos pais é como viver sem estar 100% completa.
Perde-se um pouco da magia da vida, da segurança, do carinho.

Eu sinto uma falta enorme de ambos.
Estes dias até sonhei com meu pai me abraçando. Eu imagino que minha mãe fique mais próxima do Eduardo, não por ele ser o preferido, mas por ser o que mais a preocupou sempre.

O segredo da vida é aproveitarmos todos os instantes como se fossem os últimos. Nunca sabemos quando será mesmo...

Só sei que amo muito meus pais e jamais os esquecerei. São meus anjos protetores.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Irmãos

Engraçada a vida, para não dizer trágica.
Quando nasci fui separada do meu irmão gêmeo.
Por alguma ironia do destino,eu conheci e tive apenas um irmão na vida.
Uma pessoa desequilibrada, perturbada, de má índole e mau-caráter.
Abandonou meu pai em seus últimos meses de vida.
Chegou a deixá-lo falando sozinho num posto de gasolina.
Não atendia seus telefonemas.
Em compensação, antes da missa de sétimo dia já tinha percorrido bancos como um rato atrás de migalhas.

Não me perguntou em nenhum instante como foram os últimos dias do meu pai, mas quis saber porque dois dias antes de falecer ele sacou 800 reais.
Ele é frio e calculista, além de ser perigoso.

Hoje infelizmente tivemos que estar juntos para pagarmos o causa mortis do inventário, além de me ofender, foi extremamente agressivo com um senhor de mais de 70 anos que está envolvido também, pois foi seu filho que comprou nossa antiga casa.

Aquela cena dele interpelando o seu Antônio, falando alto, ameaçando lembrou exatamente o assédio que ele fazia em cima de minha pobre mãe.
A vida de ambos só não foi perfeita por causa desta criatura malévola.
Aliás, minha família só não foi perfeita por isso.

Eu acredito que o erro começou quando fui separada do meu irmão Marcos.
A partir daí, por algum motivo do destino que nunca saberemos, eis que esta criatura podre veio ocupar o espaço que deveria ser de um irmão.
Não culpo ninguém, só Deus sabe e deve ter tido motivos pra fazer isso.

Jamais me indignei com os percalços do meu destino.
Nem quando me vi com câncer.

Hoje não tenho um irmão, mas um sócio-herdeiro.

Ao mesmo tempo a vida apresenta-me várias pessoas que me chamam de irmã, tia, pois tem o mesmo sangue que eu correndo nas veias.

Só que nada é simples assim. Tenho quase 40 anos e de uma hora pra outra não vou conseguir me aproximar de estranhos e amá-los como irmãos de sangue.
Tudo tem seu tempo.
Foi por isso que fugi há alguns anos atrás.
Sinto-me sufocada com as pessoas tão ansiosas em me amar e se aproximar de mim.
Assustei-me quando a dona Maria queria simplesmente que eu fosse viver com ela.
Hã?!
Acho que todos são pessoas simples de coração puro, uma família unida, grande, como sempre quis ter. Talvez pra eles seja bem mais fácil do que pra mim. E é.

Com o passar dos anos, com estes últimos acontecimentos, tornei-me uma pessoa mais fechada, mais voltada pra minha família (Jéssica e Hélio).
Fico um pouco assustada com esta facilidade das pessoas demonstrarem que me amam... não consigo amar pessoas que não conheço.


Tudo tem seu tempo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Eu - Estranha



Ainda bem que tenho um grande senso crítico.
Além disso, penso e penso muito.
Muitas vezes fico sem escrever aqui porque são tantos textos dentro da minha cabeça que fico sem saber qual o melhor, o mais apropriado.
Mesmo para alguém que não liga para opinião alheia, há de se tomar cuidado com cada palavra aqui publicada.
Minha vida está se transformando, meus pensamentos, a maneira como vejo as coisas.

Tento não deixar meus defeitos saltarem pra fora, procuro evitá-los, controlá-los. Só que sempre há um limite.
Tem coisas que devem sair. Precisam causar impacto para que novas idéias surjam.

Um fato que já aceitei: sou uma pessoa estranha.
Tenho minhas estranhezas, meus absurdos.
Porém, dentro de mim sinto que há algo de puro, de bom.
Não sou uma pessoa qualquer nesta vida.
Sou especial, tenho uma vida única.
Ahhh... a vida... tão simples e tão complicada por nós.

Vivo uma fase engraçada e antagônica. Sinto um pouco de tristeza, mas vejo que estou mais conformada com os percalços desta fase.
Também estou conhecendo um lado da minha vida para o qual nunca quis olhar.
Nunca senti falta e nem tinha interesse.
A necessidade fez com que o momento voltasse.

Não sei como será. Pode ser que eu retroceda como da outra vez.
Nunca é fácil lidar com novas realidades.

O que me assusta são as pessoas que não entendem que preciso de tempo, de muito tempo talvez.
Quem sabe da vida toda.
Adaptar-se é uma tarefa bem complicada.

Só que sei que Deus nos fez todos irmãos.
E é o que somos.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ter mãe, ser mãe...






Como já disse o poeta, “só as mães são felizes” e eu faço coro com aqueles que são apaixonados pelos filhos e por suas mães.
Como filha este será o segundo “dia das mães” de órfã. Lembro do último que passamos juntas. Almoçamos aqui, eu fiz um pavê de bis branco que ela simplesmente adorou. Dei um casaco de lã, meu pai um secador de cabelo que fomos juntos comprar no hipercondor.
Além de nós, estavam conosco minha tia Lenira e meu primo Jayson.
Minha mãe vivia uma fase muito feliz ao lado da irmã que tinha chego há alguns meses pra morar com eles. Minha tia tornava a vida de ambos mais alegre, mais leve. Uma pena que não tiveram quase tempo de compartilharem a vida.
Confesso que ainda não me acostumei com a ausência de ambos. Ás vezes, fecho os olhos quando sinto algum cheiro ou quando alguma nova lembrança me vem... aprendo diariamente a conviver com a saudade e a selecionar apenas os momentos de felicidade, pois é isso que sobra: o amor, o exemplo de vida, os conselhos.
Minha mãe era minha “puxa-saco” oficial. Os dois eram. Só que é dia das mães e vou falar dela.
Não era mimada, pelo contrário, minha mãe sempre me dava banhos de realidade quando eu me alugava um pouco. Ela sabia quando elogiar e quando criticar.
Sinto falta do seu carinho, das suas ligações diárias pra saber como estávamos, das vezes que ela aparecia com alguma coisa que ela comprou no supermercado pra nós.
Sinto falta do seu frango ao molho, dos seus bolinhos de carne... do seu cheirinho.
Era tão gostoso chegar perto dela que parava pra me olhar direito e sempre me elogiava dos pés à cabeça. Eu tinha o cabelo mais lindo do mundo, a pele, o rosto. Minha roupas então eram de um bom gosto que a deixava maravilhada.
As Lopes sempre foram exageradas...
A mãe era do tipo com quem se podia contar em todos os momentos.
Não esquecia dos filhos, mas esquecia-se de si sempre.
Lembro que guardava dinheiro pra Jéssica poder ir pra SP participar dos festivais de dança, pra comprar alguma roupinha.
Não lembro dela guardando dinheiro pra comprar alguma coisa que desejasse.

O que aquece e acalma meu coração nestas datas é saber que viva ela estará pra sempre dentro do meu coração, mas acima de tudo, posso dizer que minha mãe me deu a base pra formação da minha filha.
Sem eles jamais teria evoluído.
A saudade nunca irá deixar meu coração, mas sinto-me o ser humano mais privilegiado do mundo porque tive uma MÃE DE VERDADE.
A vida perdeu um pouco o brilho depois que minha guerreira baixinha se foi. Encerrou-se um ciclo.

Só que tenho motivos pra acreditar que o futuro me reserva momentos divinos.


Ser mãe...

É padecer no paraíso sim. Nada melhor em nossas vidas que os filhos.
Eu engravidei com a idade que minha filha tem hoje. Olhando pra ela e pra mim naquela época parece que comparo uma mulher a uma menina de 12 anos.
No caso, a menina sou eu.
Eu era tão insegura, imatura, complexada (era muito magra) e super porra-louca.
Desde o início assumi minha filha, não deixei sua criação pros meus pais. Cometi falhas, coisas que não faria hoje com quase 40, mas com 20, 21... até era aceitável.
Não sei se sou ou fui boa mãe. Isso só os filhos podem dizer.
Tenho muitos defeitos, não sou exemplo pra ninguém, só se for pra fazer o contrário, coisa que graças à Deus ela entendeu bem... rsrsrs.
Admiro minha filha. Não só porque é uma das pessoas mais belas e perfeitas que existem na face da Terra.
A sua essência é que me enche de orgulho.
Tem defeitos, mas quem não tem?
Seu caráter, sua postura, sua responsabilidade, sua índole são características que fazem com que eu sinta que valeu à pena sim.
Valeu à pena deixar de lado a adolescência sossegada, valeu à pena cada noite em claro, cada cédula dada para satisfazer um desejo seu.
Cada estria desta que carrego no corpo não são nada perto da alegria de conviver ao seu lado.
Estes dias me disse que o dinheiro que meu pai lhe deixou servirá pra comprar uma casa pra um dia se mudar. Foi um choque, mas depois me recuperei e conclui que ainda demoraria e que isso faz parte: os filhos crescem e seguem o caminho da vida.
Não sei se no dia-a-dia consigo demonstrar todo meu afeto, mas posso dizer que nossa relação é transparente como água.
Não temos segredos.
Não discutimos, apenas nos damos umas “patadinhas de leve”, pois neste ponto somos bem “osso duro”.
Adoro ser mãe. Acho surpreendente vivenciar os anos passando, presenciar este amadurecimento.
Acho ótimo ter a casa sempre com seus amigos, ouvir as risadas, as piadinhas.
Acabo relembrando minha época.

Tenho muito orgulho da filha que tenho.
Posso dizer que é meu alicerce, meu braço-direito.
Sinto por meus pais não estarem aqui para verem este seu desenvolvimento.
Sei que ambos são como anjos nos protegendo.

Muito bom ser mãe quando não temos mais nossa mãe pra contar, sabiam?
Tenho muita sorte, pois a Jéssica é uma das melhores pessoas que Deus colocou na Terra e eu tive a honra de emprestar meu útero pra que ela fosse gerada.

Obrigada filha, hoje você é a melhor amiga que tenho.
E é aquela pessoa definitiva em minha vida.

Te amo com todo o meu coração.

“A gente somos mãe e filha”... e não “namoradas” como você dizia no meu colo com cerca de dois aninhos... enquanto beijava meu rosto e alisava meu cabelo.

Que tempo bom! Ô saudades...