sábado, 25 de outubro de 2014

Hoje sim: 42 anos de vida!!!




Minha vida é uma comédia com entornos surrealistas, dramáticos e pitorescos, mas nada comum.
Conhece alguém que tem no seu registro uma data de nascimento anterior ao dia que nasceu?
Se está lendo provavelmente conhece uma: EU!
Sempre quando digo que faço aniversário dia 20 de outubro e me dizem que sou libra, preciso explicar que não, sou ESCORPIÃO... bem típica, aliás.
Fato que interfere "muito" na minha vida, Ô!
Para mim data de aniversário e data de nascimento são coisas bem distintas.
Jjá era para a jovem uruguaia Maria José que ao chegar ao Brasil teve não só a data de nascimento modificada, mas o nome também: Rose Maria, minha mãe.
Foi assim, nasci num lar muito humilde com um irmão gêmeo sem o pai por perto e então minha progenitora decidiu me doar, pois viviam uma vida difícil, já tinha tantos filhos, senão me engano viúva do primeiro marido; e enganada por este que a fecundou fazendo com que nascesse eu e meu irmão Marcos (falecido aos 21 anos).
Vinha uma família de São Paulo me buscar, se acidentaram e fui oferecida para minha tia que tornou-se minha madrinha, porém, sabendo que o filho adotado pelos meus pais sofria de rara doença e não sobreveviria além dos 3 anos - graças a eles que o levavam constantemente ao melhor pediatra do Brasil, ele viveu até quase 5 anos - generosamente minha tia ofereceu aquele bebê moreno de olhos negros e careca para os meus pais...que se apaixonaram imediatamente.
Sabendo do irmão gêmeo, que também tentaram adotar para não nos separar, decidiram que meu registro seria feito 5 dias antes da verdadeira data de nascimento, eis que surgiu a cidadã Roseane Lopes Mikosz.
Sabia que era adotada, mas descobri a verdadeira data de nascimento com mais de 20 anos de idade. 
Fiquei "frustrada", sempre procurava ler o horóscopo dos librianos, que sacanagem... tantos anos perdendo tempo, por isto nunca batia... hahahahaha!
Agora à pouco lembrei que hoje sim faço 42 anos, afinal, trabalhei o dia todo, nem tive tempo de pensar nestas coisas supérfulas.
42 anos de idade, sou uma pessoa de meia idade, senhora não, me chamem de tia, sempre falo isto pras amigas e amigos da minha filha.
Senhora... não tenho cara de senhora, nem me comporto como tal, nem sei se um dia me comportarei.
Sinto-me como se tivesse 24 anos, mas ao invés de ser aquela garota doida e inconseqüente, hoje procuro ser mais serena, evito agir por impulso (sempre dá cagada), mas não sei se mudei muito... interiormente ainda estou em processo de transição e sinto que será eterno, algo sem fim. 
Nunca direi "estou pronta".
Acho admirável e tenho orgulho da minha filha que tem 23 anos, ah se eu tivesse metade do senso de realismo e responsabilidade que ela tem... 



Sei que me conheço muito mais e me enxergo bem melhor, sem aquela cortina de fumaça, apesar de tudo, sei que há defeitos quase impossíveis de serem removidos, mas posso trabalhá-los para que não se sobreponham às minhas qualidades e me prejudiquem.
Ainda não sei o que espero da vida, talvez paz, saúde, um grande amor, um ou dois netos... muitas viagens, mas já me desiludi com muita coisa, aquele mundo cor de rosa aonde todos são legais, honestos e gratos não existe. Pena que só lembro disto quando quebro a cara porque penso que as pessoas terão os mesmos valores que eu... engano meu.
Percebi que sou muito legal ao mesmo tempo que sou insuportável.
Tenho muitos amigos, alguns de longa data e outros que aparecem a cada ano. Alguns vem e ficam, outros permanecem um tempo e se vão, mas sempre deixam lembranças, liçoes, me fazem crescer.
Hoje sou capaz de abrir mão de algo importante para mim para ajudar o outro, mas noto que tenho uma enorme dificuldade de dizer NÃO.
Lidar com as decepções, as fustrações, as traições ainda é complicado. Só que hoje, a "tia" Roseane engole alguns sapos e não sai intimando todo mundo que se atravessa no meu caminho. Quer dizer, depende do dia... 
Confio em Deus e sei que só Ele sabe quem eu sou.
Não tenho necessidade de mostrar os momentos em que sou boa, isto seria vaidade pura do meu ego.
Sou vaidosa, fisicamente falando, ainda gosto de colocar uma roupa diferente, não saio sem anéis, brincos e perfume... maquiagem só batom e lápis mesmo... filtro solar todos os dias, desenvolvi melanomas, odeio-os aliás, pela localização um parece bigode... %$#@

Não sei se sou uma boa mãe, mas sei que tento ser a melhor possível... como citei, minha filha é uma mulher que considero bem mais madura do que eu... ela com 42 será uma senhora, uma linda senhora, mas não será como eu que até hoje uso tênis All Star, camiseta e boné de banda de rock.
É, sou do rock, do punk rock, do heavy metal,do rap, da MPB... mas não engulo sertanejos e pagode; só se for pra relembrar os anos 90 quando as noites não tinham fim... 

Queria muito ter meus pais vivos, mas preciso aceitar este fato pois não posso mudá-lo.
Muitas vezes quando tudo sai errado, choro, penso neles e tenho a certeza absoluta que principalmente minha mãe teria a palavra certa, mesmo que eu não gostasse de ouvir, mas ela me cuidaria. Sim, já tive uma experiência espiritual com eles, embora eu imagine que tenha sido ela que tenha afagado meus cabelos na noite anterior a minha ida à Curitiba, aonde eu faria minha primeira cirurgia de reconstrução de mama. 

Não tenho medo de quase nada, só de baratas e E.T. - minha filha se racha de rir disto - e sinceramente, como diria meu amado Renato "a solidão até que me cai bem"...
42 anos, com 12 quilos a menos, cara de 35... idade mental a ser definida.
Esta sou eu, sem hipocrisia, foda pra caralho. 
Fale de mim, bem ou mal, mas quero ver se conseguiria passar por tudo o que passei e continuar confiando que ainda vai dar pé!


quarta-feira, 11 de junho de 2014

7 anos...



7 anos... do primeiro dos dois dias mais tristes que passei nesta vida.
7 anos... sem ouvir o telefone tocar e responder que estamos bem (eu, jéssica, cachorro e tudo).
7 anos... sem alguém olhar pra mim e me elogiar com aquela admiração que só você tinha por mim.
7 anos... sem saber para aonde correr nas horas em que preciso apenas de ouvidos...
7 anos... sem preparar aquela comida especial que nenhum chef do mundo - segundo a senhora - faria melhor que eu.
7 anos... sem saber que se tudo der errado, ainda sim, poderei contar contigo e com seu incentivo...
7 anos... sem ouvir uma crítica, sem ter a certeza que apesar de não ser o que eu quisesse ouvir, era exatamente o que eu precisava...
7 anos... sem ajudá-la a colocar sua meias finas 3/4...
7 anos... vivendo como uma órfã, uma mulher-menina que ainda não sabe nada da vida...
7 anos... em que não posso te abraçar...
7 anos... sem ouvir sua doce voz...
7 anos... que não brigo com você mãe, porque a senhora também gostava de ser dramática, não esqueço quando fazia o almoço e dizia para que comêssemos mais: "fiz com tanto amor"...
7 anos... sem sentir o sabor daquele arroz de Braga (até hoje me pergunto, quem é Braga?)...
7 anos... em que só a vejo nas poucas fotos que tenho...
7 anos... mas não esqueço todos os minutos fatídicos daquele dia 12, que começou por volta das 11 horas...
7 anos... que não sei o que é chamar MÃEEEEEEEEEE... em frente aquele portão, por sinal, da casa sobrou apenas o muro... mas logo nem isto...
7 anos... mas ainda parece que foi ontem.
7 anos... e você vive forte dentro do meu coração... e sábado... senti mais uma vez sua presença...

7 anos mãe... 7 anos que te perdi, num Dia dos Namorados... mas um dia a gente se encontra mãe... um dia... não posso escolher, mas eu não queria que demorasse tanto... a vida sem mãe, sem pai, para mim, não tem graça... tudo seria tão melhor se eu pudesse trazê-los pra perto de mim... se todas às vezes que me sinto sozinha vocês viessem aqui tomar café, como tantas vezes fizeram... 7 anos mãe...7 anos que um pouco do brilho do mundo se foi pra mim.

sábado, 10 de maio de 2014

Dia das Mães sem mãe - parte 6.





Quem disse que seria a vida toda ao seu lado, mãe?
Quem disse que a senhora seria eterna?
Quem disse que com o passar do tempo a dor se transformaria em saudades e ponto final?
Quem disse que seria fácil lidar com esta saudades?
Quem disse que estamos preparados para perdermos quem amamos, mesmo sabendo que ninguém fica para a semente (como a senhora dizia)?
Quem disse mãe que esta ausência não iria tomar uma proporção maior a cada data comemorativa?
Quem disse que um dia irei me acostumar a viver sem sua voz, sem seus elogios, sem seu carinho, sua amizade, sua compreensão?
Quem disse que apesar de me conformar com o fato de saber que provavelmente está ao lado do seu grande amor, não sentiria uma pontada de ciúmes?
Quem disse que só porque eu acredito que a morte seja um começo fica mais fácil aceitar?
Quem disse que que não posso chamá-la nas horas em que me sinto desesperada no silêncio e na solidão do meu quarto, quando a vida dói?
Quem disse que não tenho remorso pelos dias em que não estive ao seu lado, pelas preocupações que lhe dei?
Quem disse que existe um botão dentro da gente que basta apertar para que ele simplesmente acione o comando "aceite" e nos faça seguir o rumo da vida, sem olhar pra trás?
Quem disse que não posso sentir saudades infinitas?

***

Mãe é tudo, mãe é aquele porto seguro que temos, mãe é aquele aconchego, mãe fica do nosso lado mesmo quando estamos errados - mesmo que seja para depois nos chamar num canto e dar bronca - mãe sempre nos diz a verdade, mãe tem sensor para saber quem presta e quem não presta quando os apresentamos à elas, mãe sabe sempre o que é melhor para nós.
Quem dera, na estupidez da nossa adolescência, nossa alma rebelde, nossa timidez e o mundo que estigmatiza as pessoas fazendo com que queiramos sempre sermos mais aceitos pelos outros, quem dera pudéssemos ouvir nossas mães e valorizá-las como diamantes preciosos... quem dera se ao invés de ouvirmos os conselhos dos "amigos" apenas fossemos o que nossas mães enxergavam quem éramos.
Se dependesse da dona Rose, juro que a doença não teria se manifestado com tanta força... talvez eu esteja divagando, filosofando, "viajando"... mas minha mãe sabia de tudo.
Fui uma adolescente adicta, lutando contra a falta de auto-aceitação, mas com o passar dos anos, mesmo antes de entrar em recuperação, fui conseguindo ser uma filha um pouco melhor.
Não a filha que a melhor mãe do mundo merecia, mas melhor do que havia sido.
Minha mãe, era um pedaço de mim.
Ainda me sinto estranha de pensar que amanhã, pela sexta vez, será mais um domingo que não estarei me preparando para recebê-la aqui., que não fiquei matutando qual a lembrança que lhe daria, minha mãe não ligava, mas eu sempre fiz questão...
Peço que Deus não a deixe sofrer no plano em que vive, especialmente por causa de mim e do meu irmão.
Um dia eu tive uma experiência sobrenatural com ela, pouco antes da cirurgia, bateu-me um desespero, aquele sofrimento que tanto amo, estava agoniada, tensa, chorando sem parar... deitada na cama pude sentir suas mãos na minha cabeça, senti sua presença... e dormi.
Aonde quer que esteja mãe, só peço uma coisa: proteja-me, pois ainda preciso muito de você.
Que eu nunca perca minha fé, às vezes oscila, tenho medo do que a mente pode fazer, penso em desistir, mas minha crença me lembra que não sou dona da minha vida, não sou meu Deus, não posso tomar conta, preciso entregar, preciso aceitar... preciso acreditar que a vida vai tomar um rumo diferente, que todas as provações que passo são para meu crescimento... fazendo o certo pelo motivo certo minha vida uma hora engrena.

***

Minha filha.
Quero apenas agradecer à Deus porque ela é uma guerreira, pode ter defeitos - que todo mundo tem - mas, as qualidades me fascinam.
Como sinto orgulho da Jéssica, como gostaria de ter sido como ela, que sabe aproveitar as oportunidades, que é realista, prática, que sabe que pode alcançar seus objetivos.
Eu era tão diferente, ainda sou... acho que só nos defeitos somos iguais.
Quando digo que estou viva por causa dela é verdade, pois pensava muito em morte e para uma adolescente perturbada e complexada se matar não precisa muito.
Eu era tão menosprezada, tão humilhada, tão recalcada... não havia carinho de mãe que fizesse eu me sentir mais forte. A força vinha em forma de atitudes, as pessoas me atiravam pedras eu devolvia em forma de rochas... mas antes eu as arrastava.
Foi o tempo.
São estas coisas que não quero ressentir.
Não consigo ser a mãe que a minha foi para mim.
Porque eu ainda tenho aquele sentimento de não querer atrapalhar, de ser um peso, um fardo, mas tenho certeza de uma coisa: minha filha sabe que pode contar comigo no que precisar, que estarei ao seu lado sempre.
Não sei se ela lembra do quanto sua infância foi maravilhosa, graças a nós 3: vó, vô e eu.
A gente sempre fez o que pode pra ela, sim, tiveram os momentos ruins, eu era uma jovem começando a ativar minha doença... mas antes disso, lembro que fazíamos coisas boas, éramos unidas, felizes, nada lhe faltou...
Ser mãe foi a melhor coisa que fiz na vida.
Obrigada minha filha, sem você, nem me importaria comigo.

Te amo.

domingo, 23 de março de 2014

Diferente, mas a essência continua igual.





 Sim, a essência da gente não muda.
Podemos camuflá-la, podemos iludi-la, podemos anestesiá-la, entorpecê-la, até disfarçá-la, mas não conseguimos mudá-la.
No momento estou moldando-a, conhecendo-a.
Porque durante muito tempo era mais simples preencher o vazio com coisas que só confundiam meus pensamentos.
Agora sei quem sou, reconhece-mo, não me sinto um vítima, muito menos uma vilã, sou portadora de uma doença e responsável per ela.
O primeiro passo dei quando ingressei na irmandade.
Depois o escrevi, em fevereiro partilhei e agora o momento é de vivenciar.
Dói muito, pois ao me revelar destemidamente, abrir minhas gavetas emperradas e cheias de lixo, perdi a naturalidade, saí um pouco do trilho, literalmente a máscara caiu.
Tudo necessário para evoluir, crescer, amadurecer, sair da inércia.
Não posso mais ignorar estes defeitos, não posso fingir que não sei quem sou e continuar agindo em cima do núcleo da minha doença.
Não é apenas parar de usar algo que não me faz bem.
É mudar quem sou, aprender a lidar com minhas limitações.
Não quero ser como o religioso que vive com a bíblia embaixo do braço mas fala mal da vizinha, abandona um filho, suborna o guarda, trata mal as pessoas humildes... NÃOOOOOO... quero ser apenas melhor amanhã do que fui hoje, não por ninguém, apenas por mim.
Não posso mudar o outro, só eu mesma.
É complicado ainda lidar comigo, fazer o difícil, quase impossível movimento contrário, mas tenho conseguido.
Aprendo a me aceitar diariamente, gosto de mim, de quem sou.
Não tenho uma vida perfeita, mas é honesta, se estou com vontade de chorar, choro, mas sempre busco forças pra ver que tenho mais motivos pra sorrir e tenho fé. 
É a fé que me sustenta, a certeza de que o melhor ainda virá.
Ouvi uma pessoa dizer que antes ela focava no outro, se via como alguém invejosa, na hora me identifiquei e notei que nós duas estamos com o mesmo foco: olhar para nós mesmas.
Não me comparo a ninguém mais, sei que não sou melhor e nem pior, isso não existe, cada um é o que consegue ser, o que pensar ser, mas vivo me comparando ao que fui e ao que estou me tornando. Deslumbro o que quero ser, pois no meu círculo de companheiros, há os que partiram do zero e alcançaram muitas coisas boas - isso não tem que nada a ver com lado material - se eles conseguiram, também posso.

Sim, o ano começou diferente, passei a virada bem longe daqui, lá no Espírito Santo, fiz coisas que nunca havia feito, entrei debaixo da cachoeira, desci um tobogã de mais de 14 metros (hahahaha, como se fosse super alto), alimentei carpas, andei de stand-up, de banana boat, subi sozinha um morro para ter o privilégio de ter uma visão panorâmica da cidade... consegui praticar muita paciência, muita tolerância focando no respeito que deveria ter com quem me recebia.
Fiquei triste por ter me deixado levar a um lugar horrível, que eu não queria ir porque não tinha nada a ver comigo (boate gay), mas tenho esta dificuldade de dizer NÃO, ainda...
Foram 30 dias longe de casa, muito, o suficiente para eu decidir que agora terei férias fracionadas, pois não gosto de ficar tanto tempo assim longe... e senti falta desta solidão, de poder ficar em silêncio...
Tudo foi um aprendizado, inclusive as decepções: saber que uma das minhas tias estava internada desde novembro e ter que agir como se não me importasse para não ter que xingar ninguém foi difícil.
Porque muitas vezes é mais sábio apenas concordar e fingir que acredita na mentira do que desmascarar quem mente.
Perdê-la sem ter a chance de revê-la, mas aceitei, fiquei feliz porque ao menos pude proporcionar o encontro da sua irmã com a qual conviveu a vida inteira, que por questões que não me cabe julgar, acabaram se afastando. 
Sei que mentir não seria correto, fiz a coisa certa e notei que minha tia esperava apenas a visita desta irmã para desencarnar. 
Dane-se quem quis me manipular para que eu não contasse.
Faço o que julgo correto.
Tive uns imprevistos, infecção no ouvido, mordida de cachorro, mas nada que eu não pudesse superar.
O ano está seguindo, estou conseguindo servir mais, agora partirei para o IP e tenho certeza que em breve muitas cadeiras estarão completas nas reuniões.
Conseguimos sair daquele lugar cheio de cupim, insalubre; aonde estávamos, graças ao Poder Superior e muito da minha boa vontade e de outros membros.
Comecei o ano com fé renovada, esperança e aquela certeza que agora sairemos da escuridão.
Vivi o orgulho e a alegria de ver minha filha tão jovem se formando, muitas lembranças durante a cerimônia, como se de repente a visse com sua mochila e sua lancheira, seu tênis da Barbie e lembrei que ela chorou no primeiro dia, pois queria ficar na escola.
Senti a presença dos meus pais, tivemos a alegria de ter nosso tio Mário conosco.
Minha filha é um grande presente, um incentivo e a certeza que não estou sozinha.
Ela me agradeceu na rede social, nem lembrava que mandei chocolates e um porta-foto com dizeres sobre sucesso no seu serviço. Disse que só conseguiu se formar por mim, pois a incentivei a escolher um curso ali, ela foi justamente para o mais concorrido, nem pensou que passaria, depois de uma semana que o resultado havia saído ela pediu que eu fosse ver... fui na lista debaixo pra cima e no fim seu nome estava em 13º... muito inteligente meu bebê, sempre foi.
Trabalha na área que cursou e se sente feliz.
Amo minha filha.
Foi então que percebi que apesar de tudo, consegui ser uma mãe que fez a diferença... é, até que sou bacaninha...
Continuo solteira, por opção, não estou desesperada para encontrar alguém, sei que no momento certo virá uma ótima pessoa, não forçarei nenhum relacionamento... incrível é notar como a sociedade se assusta com uma mulher morando sozinha numa casa razoavelmente grande, com tantos animais... tendo auto-sustento próprio, sem medo de dormir sozinha, viajar sozinha, aproveitar um dia sozinha.
Bem, é porque nunca estou só, sempre com Ele.
Minha fé é meu jogo de cintura... 
Uma hora eu formo um par com alguém.
Sem dramas, sem pressa, sem desespero... o que tiver que ser, será...