sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Lixeira e cesto de lixo


Estes dias estava em frente de casa quando vi uma mãe ensinando seu filho pequeno a não jogar o papel de bala no chão. Seria uma lição de educação e cidadania se ela não tivesse incentivado-o a colocar no meu cesto de lixo. Ela mal deu dez passos e o papel voou com uma rajada de vento mais forte, óbvio.
Não disse nada, apenas aproveitei para recolher pacotes de bolacha, copos descartáveis, de salgadinho que da mesma forma foram colocados no mesmo local. Fiquei pensando comigo, seria burrice, preguiça ou cara-de-pau mesmo? Não é possível que você coloque seu lixo numa cesta própria para embalagens fechadas e ache que está agindo como um verdadeiro cidadão. Será que não dá pra parar e pensar que jogar ali ou diretamente no chão é a mesma coisa?
Eu moro ao lado de uma faculdade particular, então a questão não é cultural.
Lixeira é lixeira, cesto de lixo é cesto de lixo.
A prefeitura recolhe o lixo colocado nas lixeiras espalhadas pela cidade. Aliás, existiam bem mais, mas os vânadalos foram destruindo uma a uma. Hoje é difícil encontrar alguma aqui perto.
Já o que fica em volta do cesto domiciliar quem recolhe são os donos da casa normalmente.
Desde cedo não jogo lixo no chão ou pela janela do carro, fui educada pelos meus pais, não apenas criada. Então, quando não encontro aonde jogar o papel de bala, eu guardo na bolsa, no bolso ou carrego na mão mesmo.
Quem se faz de desentendido e coloca seu papelzinho em cestas de lixo está enganando apenas a si mesmo, pois sua atitude contriubui pra deixar as ruas e calçadas mais feias e de quebra ainda ajuda a entupir os bueiros, o que causa alagamento.
Por isso é importante que repensemos cada atitude, especialmente quando isto implica no bem-estar da comunidade.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Enfrente a vida!

A semana iniciou perfeita, um lindo céu azul, um sol maravilhoso e até com um pouco de calor. Faço parte das pessoas quem contemplam à Natureza e conseguem sentir uma força divina em perfeita harmonia.
Gosto de pensar que é bom poder ter saúde, caminhar, respirar. Procuro sorrir sempre, inclusive às pessoas que estão carrancudas.
Sentir-se feliz é um exercício diário, pois o mundo anda tão perverso que às vezes a gente até pensa "seria justo sentir-se tão bem enquanto tantos sofrem?". Eu me sinto egoísta. No meio da manhã recebi um telefonema informando de um acidente grave com um membro da nossa família. Acidente doméstico com óleo quente. Justamente com a filha do meu primo que é como um irmão. Rezei muito, pedi pros meus pais ficarem ao seu lado. Imagino o trauma de todos. Passei por trauma semelhante quando vi meu pai falecendo. Pedi pro meu primo pensar que o melhor era que ela estava viva, que seu rostinho de princesa havia sido conservado e que graças à Deus ela estava com 3 blusas, o que a protejeu do pior. O tratamento será longo, cheio de altos e baixos. Já convivi com a dor de ver amigos queimados. Foi na década de 80 em uma famosa pizzaria daqui. Não foi fácil, mas ambos estão muito bem e sem nenhuma marca.
São coisas que podem acontecer com qualquer pessoa. Todos os dias crianças se queimam, se afogam, se acidentam. Por isso não deveríamos ficar perdendo tempo com coisas que realmente não são relevantes. Eu fujo da depressão, foi justamente na adolescência que ela manifestou-se mais fortemente. A depressão não tem cura, mas consigo conviver com ela apenas guiando minha mente para o lado colorida da vida.
Não é fácil? Nada é. Só que se ao invés de revoltar-se toda vez que a vida lhe aplicar um golpe, um revés, se você simplesmente aceita como uma etapa, difícil mas transponível, aposto que é mais fácil. Fiz assim quando tive câncer.
Estes dias ouvi uma cinqüentona justificando que seu gênio difícil era em decorrência da educação severa que teve na infância, disse pra filha que simplesmente a pessoa não muda de uma hora pra outra. Fiquei chocada e com pena. Tudo bem que determinados comportamentos e atitudes não mudam com o decorrer dos anos - em algumas pessoas - mas certamente o ser humano vive em constante mutação.
Mudamos com o decorrer da vida, como diz o cantor Marcelo D2, nos desenvolvemos e evoluímos com nossos filhos. Não acho aceitável a pessoa que se conforma em ser chata, desagradável, mesquinha e inconveniente porque acredita que se nasceu assim é assim que morrerá. Então creio que seja uma pedra? Pedras ficam paradas no mesmo lugar e com a mesma forma.
Ainda bem que mudamos. Imagine se todos fossemos exatamente iguais a vida inteira? Se nossa civilização vivesse isolada na Amazônia, sem contato com o mundo exterior, apenas vivendo da caça, da pesca e da colheita, criando nossos próprios rituais e exaltando nossos deuses, até entenderia alguém dizer que ninguém muda.
Há menos de 15 anos eu andava toda de preto, ouvia muito ACDC, Metallica, etc. Odiava pagode, reggae, axé e esta cidade. Fazia questão de ir às ruas no Carnaval vestida como uma Mortícia e com o mesmo astral. Achava que não podia nem sorrir pra não ser confundida com uma foliã. Meu figurino preferido era um vestido preto comprido, meu tênis preto de plataforma que mandei colocar no Aquino em Curitiba e uma meia preta do meu pai, de quem eventualmente usava blusas de lã, camisas xadrez. Claro, este figurino era odiado aqui em casa.
De lá pra cá muita coisa mudou, casei com um guitarrista de banda de reggae, meu guarda-roupa é hiper colorido, sou alguém bem mais leve e deixei de odiar a cidade aonde nasci. Até ouço um heavy metal quando estou sozinha em casa. Continuo odiando carnaval, mas agora evito e pagode e axé também.
Aprendi a não reclamar de tudo como fazia. Hoje percebo o quanto sou felizarda por viver numa cidade basicamente tranqüila. Existe criminalidade, eu sei disso, mas enquanto me sentir segura é aqui que ficarei. É um privilégio poder olhar pro rio Itiberê, sentir aquela brisa, ver golfinhos na baía em frente ao trapiche do Rocio.
Não deixe de pensar nas coisas que você tem, não aceite seus defeitos como definitivos.
Acredite em você, no seu potencial, tudo pode se transformar, sua mente, seu corpo. Basta querer e acreditar. Tenho certeza que como eu você irá conseguir. E pra família do meu primo desejo fé e confiança!

Boa sorte!